Em Sua oração, Jesus fala ao Pai sobre o ter enviado, da santificação e da necessidade de sermos um, conforme João transcreveu: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:18-21, BEARA)
Esta oração tem para nós um peso incalculável, pois através dela Jesus expressa a forma como o mundo creria nele. Agora, estamos de fato dispostos a abrir mão do que pensamos, fazemos, das nossas atitudes por causa do nome do Senhor?
Estamos dispostos a pagar o preço com a nossa humilhação, ou mesmo pelo abrir mão de nossos sonhos e vontades próprias em favor do verdadeiro valor do reino de Deus. Estamos dispostos a negar a nós mesmos em favor da vida de Deus?
Na cruz encontramos a libertação do pecado, podemos declarar que somos livres, mas seremos livres de fato quanto aprendermos a viver na liberdade que o Senhor nos ensinou através da sua instrução. Liberdade não é fazermos o que desejamos, no momento que desejamos; mas sermos capazes de reconhecer os nossos erros, a necessidade de outros, a fraqueza dos outros e abrir mão do que pensamos, achamos e compreendemos em favor do mais fraco; porque sabemos que Deus tem todo o controle, e ele realiza tudo em todos e por meio de todos.
Mas pesa sobre nós o morrermos para nós mesmos, avaliarmos o quanto é importante a unidade e o quanto não. E na liberdade que temos, sabermos escolher o que é melhor para igreja. Qualquer ação que venha a causar divisão, separação, desunião, ou mesmo, a cada um querer a viver conforme o próprio pensamento não são de Deus. A vida de Deus se revela no fato de abrirmos mão, de estarmos dispostos de abnegar do que pensamos e achamos em favor do bem maior que é a unidade da fé. E trabalharmos para o amadurecimento do corpo de forma que todo o corpo possa ver e enxergar conforme é da vontade de Deus e conforme temos vistos.
Abrir mão dos interesses próprios para preservar a unidade da fé é a condição básica para formarmos discípulos. Esta atitude irá revelar o verdadeiro testemunho que precisamos dar as pessoas.
Estamos dispostos a pagar o preço da unidade em favor do mundo crer em Jesus Cristo como salvador? Estamos dispostos a pagar o preço em favor do crescimento e amadurecimento dos membros do corpo? Se estivermos, então agiremos para a edificação, para o processo de formar discípulos para o crescimento e amadurecimento dos membros.