Vão e façam discípulos: Abnegação

Antes de pensarmos em fazer discípulo temos que pensar no aspecto de nosso compromisso como o reino de Deus e o quanto compreendemos ou estamos de fato maduros para realizar a vontade de Deus.

Tomamos a decisão sobre o servir a Deus? Ou o que temos esperado de Deus são só os benefícios? O que temos pensado sobre o significado de servir a Deus?

Enquanto não compreendermos o significado do nosso papel no reino de Deus, o que é exigido de nós como cidadãos? Que tipo de vida temos expecatativa de viver?

Há um entendimento errado sobre o reino. Vendemos hoje uma ideia de “tudo numa boa”, “sem qualquer compromisso”, “uma vida de relacionamento sem compromisso”. Viver o reino de Deus não é uma coisa que Deus nos aceita como queremos viver, mas trata de um aspecto de compreendermos o nosso estado diante de Deus, a nossa situação de condenação e morte, a justificação que nos é concedida em Cristo Jesus e principalmente, as exigências quanto a submissão. Se não houver submissão a Jesus, ao seu senhorio, o reconhecimento da morte na cruz, do morrer para a nossa natureza, ainda não estamos vivendo o reino de Deus.

Como cidadãos do reino, como discípulo de Jesus, precisamos compreender que é uma vida de abnegação, como Jesus disse: “Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. ” (Mateus 8:19-22).

Se será uma vida de abundância ou de falta não importa, o que precisamos entender é que nós nos submetemos para viver como Deus deseja e como o reino dele precisa, e não como queremos. Podemos viver em fartura, com abundância; mas terá tudo isso um propósito. Nada do que fazemos, nada do que temos é para o nosso próprio gozo e para esbanjar conosco mesmo. Somos administradores do que Deus coloca em nossas mãos. Como gastamos, isto sim, temos que prestar conta, temos que justificar diante de Deus.

Somente quanto compreendemos que a nossa vida é uma vida de abnegação, que tudo que temos, tudo que temos recebido não é nosso, mas para ser administrados por nós com sabedoria em favor do reino, é que aprendemos como discípulo, e tendo este entendimento, pomos agir com mestre, assim, com um testemunho fiel do que Deus nos ensina, ensinaremos aos outros a agir da mesma maneira, com toda abnegação.

O que precisamos de fato para viver? Qual o pensamento que temos sobre nossas necessidades e as do reino de Deus? Que tipo de administradores temos sido do que Deus tem colocado em nossas mãos? Que tipo de vida temos vivido no presente século? Temos andado segundo o pensamento do mundo, cuidando de nossos interesses? Ou temos o foco na principal razão de nosso viver que é glorificar e honrar ao nome do Senhor. Entendemos de fato o que seja viver uma vida de abnegação? Temos vivido?

Fazer discípulos implica na escolha de uma vida com toda abnegação, caso contrário, não ensinaremos o que precisamos passar para as outras pessoas. Leia Lucas 14.

Abnegação: Renúncia, despreendimento do interesse próprio, sacrifício.