“nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,” (Efésios 1:5). “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.” (Romanos 8:14-15)
Somos feitos filhos de Deus por adoção, no novo nascimento, por meio de Jesus Cristo; fomos feitos novas criaturas, para que como filhos, expressemos, revelemos a graça, o amor e a vida de Deus entre os homens.
Talvez não entendamos o significado de adoção, pois hoje, em nossos dias, não tem o valor que tinha no império romando, no primeiro século. Quando Paulo fala que somos feitos filhos por adoção, ele emprega o mesmo significado que tinha em sua época, não o entendimento que temos hoje, segundo o estudioso, F.F. Bruce, diz o seguinte “o termo ‘adoção’ pode soar um tanto artificial aos nossos ouvidos; porém no mundo romano do primeiro século d.C. um filho adotado era um filho deliberadamente escolhido por seu pai adotivo para perpetuar o seu nome e herdar a sua propriedade; ele não era nem um pouquinho inferior em status a um filho nascido segundo o curso normal da natureza, e até podia desfrutar mais plenamente da afeição do pai e reproduzir com muito mais dignidade o caráter do pai”. (F.F. Bruce, Romanos – Introdução e Comentários – Mundo Cristão e Vida Nova, 1979).
O outro aspecto que precisamos entender é que herança devemos entender não como um benefício, como entendemos em nossos dias; mas deve ser encarada como uma responsabilidade, um compromisso de perpetuar e manter e de assegurar que o que recebemos terá continuidade. Nós recebemos de Deus a vida, somos feitos herança, como Paulo escreveu: “nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,” (Efésios 1:11).
A responsabilidade que pesa sobre nós tanto no que tange herança recebida, pois fomos feitos herança, como na responsabilidade da adoção no qual temos o papel de revelar e manifestar quem é o nosso Deus invisível, manifestando o seu caráter, sua natureza, sua vida entre os homens.
Precisamos nos conscientizar desta responsabilidade e da atitude que devemos ter perante os homens para com o nosso Deus. Fomos incumbidos de um papel extremamente importante para revelar a vida de Deus. Não podemos viver como filhos mimados, irresponsáveis que não sabem e não compreendem o papel que têm, bem como não procuram o amadurecimento para exercer com fidelidade e com honra ao que Deus nos chamou e nos adotou como filhos.
Precisamos refletir e repensar o que temos feito. Não podemos continuar a viver segundo curso, o pensamento deste mundo. Não podemos viver em egoísmo, como se fôssemos as únicas pessoas que importam. Precisamos para de pensar no benefício que vamos receber e sim, necessitamos focar na nossa responsabilidade, no nosso papel atribuído por Deus a nós. Temos uma responsabilidade perante esta geração, perante o mundo de revelar a vida de Deus. Não é uma opção é um compromisso que temos com o Pai. Não podemos oferecer os nossos membros ao pecado como escravos, precisamos sim, oferecer os nossos membros a justiça, como escravos da justiça, para revelar a vida de Deus entre os homens.
Não podemos continuar a buscar os nossos interesses, nossos sonhos, nossa vontade. Não vivemos para nós, mas para aquele que nos chamou e nos concedeu da sua vida por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.