“Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si.Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.Como está escrito:Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.” (Romanos 14:5-13, BEARA)
Pensamos que conhecimento, entendimento da palavra de Deus, capacidade de argumentar, criticar são fatores que determinam a nossa “maturidade”. Não é a nossa oratória, não é nossa capacidade de argumentação e crítica que determinam a nossa maturidade. Quando nos colocamos desta forma, estamos de fato demonstrando que somos e estamos ainda em um estado de maturidade infatil no que tange ao reino de Deus.
Precisamos compreender que a nossa maturidade é resultante de nossa capacidade de suportar a debilidade dos mais fracos, da sua incapacidade de compreender a libertação concedida, e, mas principalmente, de não sermos motivo de tropeço, não fazermos do outro chacota, não desprezarmos e nem criticarmos o entendimento que tem.
Não importa como o outro encara e faz em determinadas situações, como: quanto a comida, questão de dia, vestimenta, forma de andar ou expressar, e até mesmo como vê pequenos detalhes de nossa vida no reino de Deus. A motivação de cada um não podemos julgar, pois não conseguimos ver e entender; somente ao nosso Deus. Agora, a nossa motivação, o que fazemos, o porque fazemos, isto sim, nós temos condição de criticar. Se existe qualquer atitude de desprezo, de falta de consideração para com o nosso irmão na sua limitação; então, estamos tomando uma atitude que é contrária ao reino de Deus e contrária a uma maturidade que Deus deseja para os seus filhos.
Respeitar, honrar o ponto de vista, a forma de expressar do outro, nós precisamos. Ensiná-lo, conduzí-lo a um entendimento mais amplo da vontade de Deus é nossa obrigação. Devemos fazer isso, não por imposição de opinião, mas na condução de um processo de transformação da maneira de ver e enxergar as coisas. Devemos, e é nosso papel, ensinar as pessoas a enxergarem sobre outra perspectiva, abrindo o entendimento, ampliando o conhecimento; mas principalmente, fazendo isso de forma que o irmão não fique ofendido, e nem seja algo imposto. Mas cada um deve ser conduzido em um processo de conhecimento, de uma jornada de aprendizagem.
Deus não deseja que sejamos iguais, que pensemos as mesmas coisas; mas que sejamos capazes de suportar e honrar as diferenças de opinião, sem crítica, sem desprezo, sem falta de honra.
Que o Senhor nos conduza em sabedoria e discernimento no realizar de sua vontade.