“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória,ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (Judas 24-25, BEARA)
A grande questão que precisamo ter entendimento, não é o que falamos que importa, mas o que fazemos que faz a diferença. Falarmos e não fazermos é sermos religiosos. Neste tipo de atitude não demonstramos o amor, a honra ao Senhor, estamos sendo semelhantes aos religiosos na época de Jesus. A quem queremos imitar de fato? A Jesus que é o nosso exemplo de amor e obediência a vontade de Deus, ou aos religioso que Ele tanto contestou em sua época.
O que precisamos compreender que não nos falta nada, a não ser atitude condizente com o nosso entendimento e compreensão da vontade de Deus. O que Deus espera é um coração sincero diante de sua face? Sim, é. Mas, além, desta sinceridade, temos que traduzí-la em atitude, em ação, compreendendo a capacitação e a libertação que nos foi concedida por meio de Jesus Cristo.
Pedro em sua segunda epístola é muito claro acerca de termos recebido tudo que nos conduz a uma vida que agrada a Deus. Agora o que precisamos entender, como ele expressa logo em seguida, que depende de uma atitude, uma ação no sentido de tornar realidade a promessa e a capacitação concedida. Ele escreveu o seguinte: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo,” (2 Pedro 1:3-4, BEARA).
Mas como transformar isto em uma realidade em nossas vidas, como viver de forma que agrada a Deus. Devemos orar e pedir que Deus nos mude e transforme, como normalmente fazemos? Não. Isto que precisamos entender.
Na sequência de sua carta, ele afirma o seguinte: “por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento;com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. ” (2 Pedro 1:5-11, BEARA).
Desejamos não tropeçar, glorificar a Deus, demonstrar o nosso amor e honra em tudo o que fizermos? Então precisamos seguir esta receita, este passo a passo que Pedro nos passa. Só assim, seremos filhos que glorificam o Pai. Não iremos somente cantar, falar; mas seremos capazes, pela graça e capacitação de Deus nos concedida no novo nascimento, expressar de fato, em atitudes, o nosso amor e a honra ao nosso Deus.