“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas.No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.” (Tito 1:15-16, BEARA).
Há um aspecto muito importante que precisamos considerar no contexto, ou seja, havendo em nosso coração a sinceridade de servir, o quanto estamos maduro no viver o reino de Deus, sua vontade e praticar as suas obras? Não estamos aqui discutindo as motivações e razões dos outros, o que fazem e como fazem, bem como, porque fazem. Estamos, sim, aqui, avaliando a nós mesmos, nossas motivações e razões do porque fazemos as coisas.
Temos amadurecido ao ponto de expressarmos o nosso amor a Deus? Que atitudes permeiam as nossas ações? O que temos feito nos nossos relacionamentos expressam as obras de Deus? Ou somente revelam o quanto ainda somos carnais e temos andado sem entendimento e com as nossas mentes obscurecidas?
Fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras; mas precisamos entender o que seja boa obra. Não estamos aqui discutindo ação social, prestar socorro as pessoas, levantar fundos para ajudar os outros. Estes aspectos e estas ações são inerentes a todos que são filhos de Deus. Se não fazemos estas coisas, ainda não compreendemos o básico da vida cristã.
As obras de Deus, para as quais fomos preparados e capacitados, estão relacionadas em andarmos, vivermos e nos relacionarmos segundo a natureza, o valor, e o caráter de Deus. Podemos ser um bom dízimista, ajudarmos as pessoas, ajudar velhinhas atravessarem a rua, distribuirmos esmolas, socorrer os necessitados; mas como temos tratado as pessoas com quem relacionamos? Quais são as nossas motivações? Quais as razões que norteiam os nosso relacionamentos com as pessoas?
Sabemos que os dois mandamentos mais importantes são: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Nestes dois mandamentos devemos basear tudo o que fizermos, ou seja, as obras.
Se temos sido egoístas, arrogantes, jactanciosos, hipócritas, mentirosos, omissos, preguiçoso, avarentos. Se tendo recurso, não ajudamos, ou ajudamos quando está sobrando. Se não entendemos o que seja praticar hospitalidade, ou se entendemos, somente quanto é para os outros nos hospedar; mas nós mesmos não somos capazes de fazer o sacrifício e hospedar os outros. Se não somos solidários com os outros, porque eles não vão a mesma igreja que nós. Se socorremos, pensando em receber de volta, então ainda estamos muito imaturos no realizar a obra de Deus e expressarmos nos nossos relacionamentos o amor a Deus e ao próximo.
Precisamos ser zelosos, precisamos, muito mais, compreender o que seja ser zeloso pelo reino de Deus, por querer que o nome de Deus seja glorificado em cada atitude, em cada palavra, em cada ação que realizamos. Se temos expressado ansiedade, egoísmo, se fazemos acepção de pessoas, se somos rudes, se não agimos com mansidão, mas queremos fazer as coisas na força do braço, Todas estas atitudes não expressam as obras de Deus. Por isso precisamos fazer diferença entre professar que conhecemos a Deus, falando dele, sendo religiosos e de fato expressar o verdadeiro amor a Deus, fazendo e vivendo conforme o plano que ele estabeleceu para nós, seus filhos, nos capacitando, para renegadas as paixões humanas, vivamos no presente século como expressão do Senhor Jesus, revelando Deus em nós e através de nós.