Como nos vemos perante as pessoas e Deus?

Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (1 Timóteo 1:15, BEARA)

Não temos muito que discutir sobre este assunto; pois é um momento para refletirmos, para pensarmos em nossas atitudes, nossos pensamentos, na reação que temos para com as pessoas que nos cercam.

Que pensamentos temos tido quando chega “aquela” pessoa com “aquelas idéias”? Quanta paciência demonstramos com os fracos, sem conhecimento e sem entendimento? O quanto achamos que Deus é lento para resolver os problemas simples? O quanto nos colocamos como juízes, condenando as pessoas, devido as suas fraquezas, ignorância quanto a palavra de Deus?

Temos sido capazes de enxergar as limitações, restrições, fraquezas, imaturidades das pessoas e tratado-as com misericórdia e graça, ou temos sido impacientes quanto ao óbvio que as pessoas não enxergam?

Enquanto perdurar em nós a arrogância, o pensamento altivo, o acharmos que somos melhores que os outros, que temos mais entendimento, que conhecemos e compreendemos mais da vontade de Deus que esta “ralé” que nada entende; então, estamos usando as lentes da religiosidade e não compreendemos ainda a atitude que devemos ter perante os homens e Deus.

Se não nos enxergarmos como miseráveis, diante de tanta graça, tanta misericórdia; se acharmos que as pessoas são lentas em compreender e viver a vontade de Deus, se não nos vermos como o maior dos pecadores; ainda não entendemos quem é Deus para nós e nem o que fez. Estamos revestidos de toda a religiosidade da natureza humana e nos deixando enganar.

Temos sido dos que falam e não fazem? Pregamos sobre boas obras, sobre amor ao próximo; mas não somos capazes de abrir mão do nosso ponto de vista para que as pessoas amadureçam? Se sim, precisamos, realmente, parar, refletir e repensar o evangelho que estamos vivendo; pois este não tem nada a ver com o Senhor Jesus, seu ensinamento e a sua vontade para as nossas vidas.

Antes de sermos tropeço, antes de sermos altivos, antes de acharmos que somos melhores que os outros; devemos parar e olhar para nós mesmos, e analisarmos o quanto estamos longe do propósito de Deus, do querer de Deus para as pessoas. Devemos retirar a trave que está no nosso olho, para então enxergamos o cisco no olho do próximo e agirmos, não com atitudes de religioso, mas de misericórdia e graça para com todos.