Justiça própria

Toda busca humana está no fato de querer compreender a razão, a motivação de nossa existência, e na busca de termos a satisfação plena, nos sentirmos cheio, completos, não é verdade? O que fazemos para termos isso? Buscamos em diferentes aspectos o preencher e o dar significado a nossa existência, inclusive, fazemos do meio, o fim.  Por mais que busquemos, em diferentes aspectos da vida, seja na ciência ou na religião, não encontraremos respostas aos nossos anseios e desejos.

Precisamos entender que a razão de nosso viver, o sentirmos plenos está na nossa reconciliação como Criador. Nossa vida somente será plena ao andarmos com Deus. Mas onde erramos? Erramos quando achamos que o que faz Deus nos aceitar são as coisas que fazemos, as obras que realizamos, o buscar a reconciliação pela justiça própria, ou seja, sermos o nosso próprio justificador.

Precisamos compreender que a nossa justificação é pela fé, por intermédio de Jesus Cristo. Ele que nos reconcilia com o Criador. Ele foi enviado, por Deus, como expressão do seu amor, da sua justiça, para nos reconciliar com Ele, como está escrito: “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.” (Romanos 3:21-28).

Fica nos claro que não existe razão para buscarmos a nossa justiça própria, buscarmos a reconciliação através de qualquer ato que venhamos a fazer. A nossa salvação (reconciliação como o Criador) é resultado da fé, de crermos, que ela ocorre por intermédio de Jesus Cristo, e não por qualquer coisa que possamos fazer. Não existe na salvação qualquer motivação de vanglória, de confiança em nós mesmos.

Agora, precisamos entender que por existir fé, por existir a confiança, por acreditar no que é a promessa de Deus para as nossas vidas, então, expressamos esta fé através de obra que realizamos, como Tiago escreveu em sua carta: “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano,e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.” (Tiago 2:14-17).

Assim como Abraão, que não foi justificado pelas obra que realizou, mas porque creu em Deus; nós também, somente somos justificados pela fé, por crermos na promessa de Deu. Como Abraão, somente podemos expressar a nossa fé, pela obediência e por realizar as obras de Deus. Ou seja, se continuamos cheios de orgulho, arrogância, egoísmo, individualismo, voltados para os interesses próprios; então a nossa fé que revelamos é morta, mas se manifestamos as obras de Deus, temos a fé viva que procede de Deus. Não existe meio termo, não existe outra alternativa, como filhos, devemos revelar a justiça de Deus.