“Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia, de prata, nichos de Diana e que dava muito lucro aos artífices,convocando-os juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que deste ofício vem a nossa prosperidadee estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando não serem deuses os que são feitos por mãos humanas.Não somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo adoram.” (Atos 19:24-27).
O que podemos tirar desta situação com Demétrio? Estava ele realmente preocupado com o templo da deusa Diana? Tinha ele o temor e a preocupação com relação a divindade ou não desta deusa? Com o que estava ele realmente preocupado? E o que estava ele defendendo?
Única e exclusivamente os seus interesses, o seu lucro, sua profissão. Não questionou sobre o que Paulo pregava, sobre o que significada o evangelho, sobre o assunto e o que significava estas boas novas. Não estava, também, preocupado se Diana era ou não uma deusa, mas somente, e tão somente, com o que poderia advir com seu o cair em descrédito perante as pessoas que lhe davam lucro.
Se tivesse visto ele alguma oportunidade de lucro no caminho, no que Paulo pregava, não teria ele mudado de profissão e o que fazia?
E nos nossos dias quantos temos que usam deste mesmo caminho, do evangelho para obter benefício para si mesmo? E nós, quantos de nós temos usado da fé, da simplicidade das pessoas, para retirar das mesmas o quanto é difícil obter? Quantos de nós temos usado de artimanhas, jogos de palavras, de sabedoria humana para fazer com que as pessoas façam o que desejamos, mesmo que seja contrário ao que Deus tem nos ensinado?
Precisamos julgar a nós mesmos e nossos atos. Não podemos ser hipócritas, não podemos usar de subterfúgios e manipular as pessoas para que façam o que “achamos” ser o melhor, ou mesmo para tirar das mesmas os benefícios financeiros que tanto queremos.
O quanto usamos da simplicidade dos outros para usar os seus serviços, e ainda, alegarmos ajuda, oferta, como se precisássemos, sendo que os mesmos vivem e estão em condições financeiras muito inferior a nossa?
Precisamos nos criticar, precisamos criticar as nossas ações e atitudes. Não podemos tirar dos simples, dos mais humildes (sob o aspecto financeiro) para abastecer o nosso ego e nossa vontade. Não dá para viver um evangelho que não seja o que os apóstolos pregaram. Precisamos aprender a viver uma vida “para a obra” na dependência completa de Deus, sabendo e reconhecendo que ele é o provedor. Viver diferente disto é viver como Demétrio e não compreender sobre o caminho e sobre as boas novas que temos que anunciar a todos os homens.