“Pois Deus revelou a sua graça para dar a salvação a todos. Essa graça nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus, enquanto ficamos esperando o dia feliz em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Foi ele quem se deu a si mesmo por nós, a fim de nos livrar de toda maldade e de nos purificar, fazendo de nós um povo que pertence somente a ele e que se dedica a fazer o bem.” (Tito 2:11-14)
Graça é algo dado de forma imerecida. Não fizemos nada para receber, não temos qualquer merecimento. Se entendermos isso; então, nosso posicionamento diante de Deus e de sua vontade alteram completamente; caso contrário, continuaremos em uma vida mesquinha, cheia de toda impiedade e fazendo o que é de nosso interesse e não o de Deus. Enquanto acharmos que merecemos, que somos dignos, ou que não somos tão maus assim, acharemos que Deus está nos fazendo um favor.
Entendemos na teoria que a nossa salvação é pela graça, que a nossa reconciliação com Deus é resultante do seu amor por nós. Mas entendemos a nossa realidade antes de conhecermos e de fato experimentarmos esta graça salvadora? Temos o entendimento teórico que todos, sem exceção, inclusive nós, bonzinhos ou não, sendo um bom pai de família, ou uma boa mãe, ou um filho educado, que faz todas as coisas que o papai e a mamãe pedem; estávamos mortos nos nossos delitos e pecados? Isto é: separados de Deus, mortos, sem a vida de Deus, não tínhamos Deus?
Este estado é caracterizado pela nossa rebeldia diante do plano original de Deus. Quando desejamos viver a nossa própria vida; o que de fato estamos fazendo, é nos rebelando contra a vontade e o seu desejo para as pessoas. E o ato de rebeldia nada mais é que impiedade (pecado) diante de Deus. Mas o que é pecado, impiedade? Nada mais, nada menos que a ausência completa da vida Deus. Mas existe grau de pecado? Não, isto que precisamos entender. Não importa se somos assassinos, adúlteros, ladrões, ou simplesmente mentirosos, hipócritas, egoístas, orgulhosos. Estas coisas são características da natureza humana, ou simplesmente denominada de paixões humanas. Por assim sermos e assim vivermos, estamos separados de Deus. Mas a misericórdia de Deus e a sua graça se revelam neste aspecto. Pois, mesmo não sendo merecedores, e sim, dignos de morte, da separação de Deus; ele não só provê o meio de reconciliação através de Jesus, como nos concede da sua vida para vivermos como lhe agrada.
Por que temos que abandonar as paixões humanas (as vontades de nosso coração, de nossa natureza, que estão focadas em nós mesmos e nos nossos desejos)? Porque tudo que procede do homem e de nossa natureza não está alinhado com a vida de Deus. Queremos revelar a vida de Deus? Então precisamos fazer morrer a natureza humana. Isto é: um passo por vez, uma situação por vez, pois é assim que a graça nos ensina e nos educa a vivermos da maneira que agrada a Deus. O Pai revela a sua misericórdia sem fim, sua longanimidade, sua mansidão, quanto trabalha as nossas vidas, nos colocando diante das situações para que aprendamos a viver segundo a sua vida.
Ele nos chamou, separou, purificou pelo sangue de Jesus de todo o pecado, para sermos um povo seu, exclusivamente seu, onde a sua vida revela em nós e através de nós alcançando corações, transformando vidas e o ambiente onde estamos, de forma que façamos diferença não só nas vidas das pessoas; mas no próprio lugar onde estamos. Precisamos compreender que temos que abandonar tudo que seja da natureza humana para revelarmos a vida de Deus.