“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste. Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja.” (João 17:20-26). “louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2:47).
Uma pergunta que devemos nos fazer: Como nos vemos? E como somos vistos? Alguns que frequentam igrejas evengélicas têm vergonha de serem denominados de “evangélicos”, por que?
Os evangélicos, católicos, etc, deveríam ser denominados de cristãos, e isto pelo fato de seguirem a Jesus, serem seus imitadores. Somos? Não, longe disto. O que deveria ser regra, virou exceção é o que seria exceção é regra.
Quando se fala de ser um evangélico, cuja origem do nome está associada a volta ao evangelho, cujo objetivo é o anunciar as boas novas, a nova aliança já transmite perante os homens uma outra realidade. Quando falamos da bancada evangélica, o que pensamos? Quando falamos que tal pessoa é evangélica, no que pensamos? Quando falamos que a igreja é evangélica, ao que remete os nossos pensamentos?
Os jovens tem fugidos das igrejas ou nem as procuram, por que?
Nós os evangélicos nos associamos (ou pensamos de nós) ao fato de conhecermos a Deus, compreendermos a vontade de Deus, proclarmos o amor, declararmos a graça de Deus, pensarmos em nós mesmos como conhecedores do querer e da vontade de Deus. Achamos que agradamos a Deus, que somos filhos e isto proclamamos em alto e bom tom. Mas como somos de fato visto pelas pessoas? Temos atraído pessoas, ou temos causado repulsa? Tempos provocado simpatia nas pessoas a nossa volta ou repulsa?
Mas, não importa, nos vemos como bons, mas e as pessoas como nos veem? Quando se conversa, quando se discute este assunto o que ouvimos? “poxa, ele é uma pessoa tão boa, como pode ser evangélico?”, ou somos vistos como arrogantes, prepotentes, acusadores, irritantes, donos da verdade, ou os que se acham os melhores, os únicos com quem Deus fala.
Mas não só isso, quantas vezes acusamos e apontamos os defeitos dos outros e nos outros; mas nós mesmso fazemos as mesmas coisas? Quantos de nós dizemos que não se deve mentir e mentimos? Quantos de nós temos revelado amor em nossas atitudes para com as pessoas? Ou temos simplesmente acusado-as de seus pecados? Condenamos o homosexual, as protitutas, os pedófilos, o sexo antes do casamento, o aborto, mas não somos capazes de acolher, amar e honrar como Jesus fez em diversas situações. Quantas vezes Jesus acusou uma prostítuta, ou uma adúltera, ou um ladrão?
Precisamos entender quem somos. Não é declarando e apontando os “defeitos” das pessoas, e fazendo “pior” que elas que estaremos falando das boas novas do evangelho. Não é acusando que demonstramos amor, não é magoando e ofendendo que seremos capazes de cair na simpatia das pessoas. Precisamos sim, voltar o dedo para nós mesmos, para as nossas atitudes.
Devemos repreender a nós, as nossas falhas, a nossa hipocrisia, a nossa religiosidade. Condenamos a idolatria, mas erigimos deuses para nós mesmos, nas coisas que possuimos. Devemos criticar e condenar a nossa hipocrisia religiosa, a nossa vaidade, a nossa falta de honra. Devemos condenar as nossas ações contrárias a expressão de amor que Deus determinou para nós.
Como seríamos conhecidos? Pelo amor, pelo amor de uns pelos outros. Pela unidade entre nós; mas o que temos revelado em nossas atitudes: desunião, intolerância de uns para com os outros, falta de amor e tantas outras faltas que nos fazem lembrar dos religiosos que Jesus condenou em sua época.
Precisamos rever o que estamos fazendo. Precisamos repensar os nossos valores e conceitos. Precisamos voltar para o evangelho, para o desejo de nosso Senhor Jesus quanto a nós. Precisamos ser imitadores da igreja primitiva que caía na simpatia de todo o povo (não dos religiosos, claro!!).
Devemos seguir a recomendação de Paulo em sua carta aos romanos, romanos 12:1-2. Sem a morte de nossa natureza humana, nunca seremos como os cristãos na época da igreja primitiva.