No que ou em quem confiamos?

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol,” (Salmos 19:1-4, BEARA). “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos. O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. ” (Salmos 19:7-10, BEARA). “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” (Salmos 19:12-14, BEARA). “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus. Eles se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos de pé.” (Salmos 20:7-9, BEARA).

O firmamento, a natureza, toda a vida sobre o planeta revela a glória de Deus. Quando conhecemos a lei, a vontade de Deus, seu plano e propósito, compreendemos que tudo que o nosso Deus faz, nos dá vida, nos alegra e nos enche de vida. A medida que colocamos o nosso coração em buscar o Senhor, em compreender a sua vontade, nós com um véu diante de nossos olhos, nos impedindo a visão, temos, a medida que vamos caminhando, este véu retirado e a nossa visão cada vez mais clara e objetiva, e principalmente, alinhada com a vontade do Pai.

Mas o quanto não enxergamos? O quanto não compreendemos? O quanto somos capazes de julgar os outros, condenarmos; mas não somos capazes de julgar a nós mesmos, nossas atitudes e ações? O quanto não enxergarmos o mal que estamos fazendo as pessoas que estão a nossa volta? O quanto de transgressões contra as pessoas temos cometido? O quanto temos sido pedra de tropeço para muitas vidas ao nosso redor?

Precisamos, com um coração sincero, quebrantado e dependente, diante de Deus nos colocar; pedindo por discernimento, compreensão, ouvidos para ouvir, olhos para ver e entendimento para compreender a vontade simples e perfeita que está expressa na palavra de Deus.

Para realizar a obra, para viver neste mundo, não podemos andar confiantes em nós mesmos, no nosso entendimento e conhecimento, não podemos nos fiar em pessoas; ou mesmo em nossos bens e nossas economias. Precisamos aprender a confiar em Deus. Precisamos aprender a ouvir a sua voz, compreender a sua vontade; não como achamos que a mesma deva ser; mas sim, como de fato deve ser.

Até quando andaremos na carne, até quando confiaremos em nós mesmos? Até quando andaremos como sendo senhores de nós mesmos, achando que somos o dono da obra e que sabemos o que é melhor para ela? Até quando confiaremos em nossos olhos e ouvidos? Até quando não julgaremos os nosso atos com relação a palavra de Deus? Até quando viveremos como se o evangelho, as palavras de Jesus fossem utopias e não realidade para o nosso dia a dia?

Precisamos desmontar estas estruturas que criamos em nossas vidas, os valores que não são os valores do Pai. Precisamos colocar tudo por terra e rever o que temos feito; para andar segundo o coração de Deus. E temos que fazer isso, todos os dias, pois todos os dias sempre desejamos construir as nossas torres, nossas edificações e fortalezas que nos protejam e nos impedem de ver o querer e o desejo de Deus para nós.

Viver de forma dependente, confiando inteiramente em Deus, é estarmos sempre nus, abertos e prontos para ouvir e agir de forma transparente conforme determinação do querer de Deus.