Qual tem sido a nossa relaidade espiritual quanto ao campo da mente e do corpo? O quanto das nossas vidas tem sido dirigidas pelo espírito? O quanto ouvimos, compreendemos e renovamos a nossa mente para experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para as nossas vidas? Como temos agido diante do terreno que temos que ocupar, quanto as fortalezas que temos que derrubar sob o aspecto espiritual? O quanto ainda temos as nossas vidas guiadas e estabelecidas pelos valores e pensamento deste mundo? Compreendemos que ao termos as nossas vidas dirigidas pelo pensamento do mundo, na realidade estamos nos submetendo ao dominador, ao que estabelece o pensamento segundo a natureza humana?
Como temos vistos o terreno da mente e corpo que temos que levar a submissão da cruz? Olhamos como Calebe que foi olhar a terra ou como os demais? Como está escrito: “Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela. Porém os homens que com ele tinham subido disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos.” (Números 13:30-33, BEARA).
Precisamos compreender que a nossa luta não é contra carne e sangue, isto é, não é contra pessoas; como Paulo escreveu: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” (Efésios 6:11-12, BEARA)
Precisamos entender alguns pontos importantes da nossa vida espiritual, pois caso não compreendamos, de forma alguma teremos uma vida vitoriosa, imitando ao nosso Deus e ao nosso Senhor Jesus.
Nós impingimos uma vitoria sobre o poder das trevas quando as nossas vidas refletem a glória e a vida de Deus, quando somos imitadores de Deus em todas as atitudes e ações, quando compreendemos como devemos lutar, onde está o campo de batalha no qual devemos lutar. A medida que tomamos terreno, e submetemos tudo a vontade de Deus, estamos de fato impondo derrota ao poder das trevas, e pelo exemplo, testemunho, levando novas vidas a submissão da cruz, onde ocorre a verdadeira libertação e vitória sobre as trevas.
Outro ponto que precisa ficar muito claro, quando falamos em pensamento do mundo, não estamos falando de ciência, pois a ciência nada mais tem feito que demonstrado e revelado o poder de Deus, seja através da matemática, da medicina, da ciência em geral, onde modelos procuram justificar a razão das coisas e sua existência, e nestes modelos, conseguimos ver o poder e a grandeza de Deus, e não só isso, mas sim, nos levar a enxergar que nada do que existe poderia ser obra do “acaso”, de um “big bang”; mas sim, resultante do poder criador de nosso Deus.
Quando falamos de pensamento do mundo, precisamos compreender sobre a forma de pensar e agir como pessoa, e como pessoa, estamos falando da natureza humana e das paixões que a dominam e que são contrárias da natureza divina, como: orgulho, egoísmo, arrogância, inveja, cobiça, mentira, hipocrisia, falsidade, desprezo, dentre tantos outros sentimentos que tem como característica básica, o pensar em mim primeramente. Quando falamos do pensamento de Deus, do princípio que governa a sua natureza, o reino e o propósito de Deus, é justamente o oposto, primeiramente o outro, depois a nós mesmos.
Tendo este entedimento da natureza oposta entre o pensamento do mundo (dominado pelo poder das trevas) e o pensamento segundo a natureza de Deus, então precisamos, compreender sobre os vários aspectos de nossa vida: espírito, alma e corpo. A quem temos servido, de que maneira temos guiado as nossas vidas. Segundo os valores do reino de Deus ou segundo a natureza humana.
Deus tem uma promessa de vida abundamente, de fartura de paz; mas para vivermos as promessas de nosso Senhor Jesus, precisamos aprender a derrotar o poder das trevas que dominam as nossas vidas, assim como o povo de Israel tinha que derrotar o seus inimigos quando ocupassem a terra. Não fizeram isso do dia para a noite, mas sim, foi uma longa jornada, e nesta jornada precisamos nós viver.
Andando no mundo, sendo governados pelo pensamento do mundo, antes de entregarmos as nossas vidas ao nosso Deus e ao nosso Senhor Jesus, estávamos debaixo do poder da trevas, sob o domínio do pecado, como escravos do pecado (viver de forma contrária a natureza de Deus).
Ao reconhecermos a salvação, a libertação do poder da trevas, a libertação do pecado que nos é oferecida em Cristo Jesus, entregando as nossa vidas a ele, nós nascemos de novo, nascemos do espírito, o nosso espírito é vivificado, nele o Espírito Santo de Deus faz a morada, somos reconciliados, sarados e curados. E pelo sangue de Jesus, somos purificados, nossos pecados perdoados e somos apresentados diante de Deus santos, inculpáveis e irrepreensíveis. Este é o processo da salvação, pela fé, somos reconciliados com Deus por intermédio da obra redentora de Cristo na cruz, ao se oferecer pelos nosso pecados. Ele a assume a função do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Sempre foi do propósito de Deus que as nossas vidas fossem dirigidas pelo espírito e não pela nossa alma (sentimentos, pensamentos); e nem pela vontade de nosso corpo físico com todos os seus desejos.
Precisamos entender que quando falamos de santificação, e sem a qual ninguém verá a Deus, o que estamos falando na realidade é de um processo de retomada de todo o terreno de nossas vidas, corpo e alma para o domínio do reino de Deus. Esta é a nossa verdadeira luta, como derrotar todo o pensamento deste mundo, como destruir o poder das trevas, como derrotar toda potestade que dominam o nosso pensamento e as nossas vidas. Temos que ocupar todo o nosso ser com os valores do reino. Precisamos entender uma coisa, que o corpo nunca será restaurado, mas pode ser submetido a vontade de Deus e não ser dominado pelo pecado.
Na sequência do texto da carta aos efésios Paulo fala de como podemos derrotar o poder das trevas, e somente nos revestindo de toda a armadura de Deus, que estão relacionadas a: fé, palavra, oração, verdades como promessas do Senhor (leia o texto todo Efésios 6:10-18). Por isso, quando Paulo fala que precisamos fazer morrer a natureza humana, o que ele afirma, é que tendo o conhecimento, entendimento da libertação, da cura que Deus nos concedeu, e compreendendo que Ele (o nosso Deus) nos capacitou para vivermos de forma irrepreensível (conf. 2 Pedro 1:3-11); podemos de fato viver como ele deseja, não segundo o pensamento deste mundo. Mas para isso, precisamos reconhecer de fato, a nossa morte com Cristo na cruz. Entedermos os pontos: somos, cremos e fazemos é fundamental para vivermos uma vida que agrada a Deus. Nós, como filhos, não temos opção de viver diferente, temos que ser como Calebe, viver pela fé e pelas promessas de Deus, e por cremos que Deus nos fez, nos capacitou, podemos então, fazer e viver conforme ele determina e não como diz o pensamento do mundo.
A quem temos ouvido, a voz do Espiritio que nos ensina todas as coisas, e que veio habitar em nós para nos conduzir em toda a vontade do Pai, ou estamos ouvindo a voz do dominador deste mundo que diz que não podemos fazer e nem viver segundo o coração de Deus?
Como derrotamos o inimigo que nos quer manter na escravidão? E não quer que tomemos posse das promessas de Deus para as nossas vida e assim, sejamos luz neste mundo. Estamos diante de uma situação entre escolher o pecar (viver contrário a natureza de Deus) ou viver segundo o coração de Deus, o que fazemos? Mentir ou não mentir? Agir como corrupto ou não? Enganar ou não? Sonegar ou não? Ser orgulhoso ou não? Ser hipócrita ou não? Fazer acepção de pessoa ou não? Xingar ou não? Perdoar ou não? Ajudar ou não? Demonstrar ódio ou não? Ceder a preguiça, ociosidade ou fazer o que o Espírito nos fala?
Em cada situação o que estamos fazendo? Escolhendo viver segundo o reino de Deus ou do mundo. Vencendo ou sendo vencido pelo poder das trevas. Agindo como Calebe e Josué, ou agindo conforme os demais. Vencer o poder da trevas, derrotar o inimigo, lutar de forma que o nome de Deus seja glorificado é fazermos as escolhas que glorificam o nome de Deus e não a nós mesmos ou ao pensamento deste mundo. Derrotar os principados e potestades e revelarmos a glória de Deus através de nossas vidas.
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