“E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis. ” (Êxodo 25:8-9, BEARA). “Levantarás o tabernáculo segundo o modelo que te foi mostrado no monte. ” (Êxodo 26:30, BEARA).
Por diversas vezes Deus dirige a Moisés e dá a palavra acima, para fazer tudo, segundo o modelo que foi entregue a ele. Não era para fazer diferente, não era para alterar. Tudo tinha um propósito, um objetivo e uma razão de ser que expressava uma realidade espiritual.
Nós, temos seguido a mesma determinação que Deus deu a Moisés ou temos “tentado” reinventar e fazer diferente do que Deus falou? Temos aberto a porta para imaginação e jeitinho humano ou temos nos submetido ao que seja a vontade de Deus para as nossas vidas como templo, como sua morada?
Precisamos rever o que temos feito, nossa postura perante as coisas santas e que são espirituais. Não podemos misturar o profano com as coisas santas. Mas o que é profano? Tudo o que procede da natureza humana, do desejo do nosso coração que tem por objetivo exaltar a nós mesmos ou a buscar algum mérito. Assim como no templo na época de Moisés não poderia haver a contaminação, assim é em nossos dias. Com uma diferença, o verdadeiro templo de Deus são as nossas vidas. Como Jesus disse, que ele e o Pai viriam e habitariam em nós, faria morada em nós, e estaria consco até o fim dos tempos. Nós somos morada de Deus, como igreja, vivemos não para atender os nossos desejos e expressarmos o nosso querer; mas única e especificamente a vontade do Senhor.
Não pode haver no meio da igreja qualquer atitude humana que expresse os desejos do homem, que tem por intuito enganar, ludibriar as pessoas; mas o que deve existir tudo que é santo, tudo que procede do trono do Senhor, que nos dá a verdadeira vida.
Não dá para contaminar as coisas de Deus com o que provém do homem, mesmo que, aparentemente, revestidas de coisas boas, devemos sim, rejeitar, fazer morrer tudo que procede de nós mesmos para revelarmos unicamente, através de nossas vidas, o que seja da vontade do Senhor. Morrer para nós, é rejeitarmos todo o orgulho, arrogância, soberba, hipocrisia, qualquer sentimento que tem por objetivo enaltecer a nós mesmos em detrimento dos outros. Não pode haver o egoísmo, a acepção de pessoas, não pode haver sentimento faccioso, inveja; mas sim, unicamente a que for boa para edificação e fortalecimento do corpo.
Somos filhos para a glória de Deus Pai, somos insturmentos para revelar a sua vontade; por isso, precisamos fazer tudo segundo o modelo que nos foi entregue, não podemos abrir mão disso, é algo inegociável. Temos que fazer segundo a vontade do Senhor e não o que pensamos ou achamos. Somos instrumentos, não os dono da obra.