Viver o evangelho da graça

“o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,” (Gálatas 1:4, RA Strong). “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho,” (Gálatas 1:6, RA Strong).

A nossa ignorância quanto aos aspectos espirituais, com relação a obra de Deus, com relação ao que nos foi concedido em Cristo é o nosso maior impedimento para vivermos uma vida que seja agradável a Deus e cheia de abundância da sua vida.

Estamos cheios de religiosidade, legalismo, vontade humana que, pelas artimanhas do Diabo, acabamos ficando impedido de ver a verdadeira vida e o propósito de Deus para nós.

Quantas vezes pensamos que precisamos fazer algo para sermos aceitos por Deus? Quantas vezes paramos e pensamos que precisamos fazer algo para que ele nos aceite? Nós precisamos compreender que não fomos chamados para fazer algo para sermos aceitos. O ser aceito é uma dádiva de Deus para nós, o ato de Jesus, de oferecer a si mesmo, para nos libertar, é algo impagável. Impagável, pois nós cheios de pecado não temos condição de nos oferecer, ou oferecer algo de nós mesmos como puro e perfeito para ser aceito por Deus. O nosso pecado, o nosso orgulho, a nossa arrogância é que nos afastou de Deus e o que nos mantém distante de Deus.

Enquanto vivermos neste mundo pensando que precisamos fazer algo para Deus para sermos aceitos, continuaremos a viver debaixo da lei, debaixo do legalismo religioso, e da vontade humana. Nada, mas nada mesmo que viermos a fazer, por melhor que seja, por mais impacto que cause no mundo, se for feito com a motivação de recebermos algo de Deus, nos sentirmos aceitos, não terá valor algum.

Ele no seu ato de amor, nos resgatou, nos tirou deste mundo. Nisto está o fundamento do novo nascimento. É algo dado gratuitamente por Deus, oferecido a todos, para que ao compreendermos o amor de Deus, termos o entendimento da nossa situação de separação eterna, morte eterna;  ele, pelo seu filho, que se ofereceu por nós, somos reconciliados, temos a comunhão com Deus restaurada.

Mas fomos reconciliados não para vivermos no mundo, não para continuarmos no mundo; mas para sermos transformados, para que em nós revele a vida de seu filho. Fomos feitos filhos de Deus, para revelarmos quem ele é a todos os homens. Quando lemos que precisamos transformar a nossa forma de pensar para experimentar o melhor de Deus; precisamos de fato, compreender esta verdade. Fomos tirados do mundo, fomos feito um povo santo; mas fomos santificados pela graça, fomos purificados por causa do sangue de Jesus, que morreu em oferta a Deus por nós. Não depende de nós.

Por compreendermos este amor tão grande, tão sem limite; nos colocamos, como ato de amor e submissão, em desejar ardentemente, viver de forma que agrada a Deus. Obedecemos os mandamentos, não para recebermos algo; mas como expressão de gratidão pelo que ele fez por nós, e ainda mais, expressamos este amor e obediência, não por que somos capazes e damos conta por nós mesmos; mas porque recebemos tudo que precisamos para viver uma vida que agrada a Deus.

Santificar os nosso atos, nossas palavras, tem um único propósito de aprendermos a viver conforme a natureza de Deus e deixar que a sua vida, aquilo que ele é, flua através de nós e alcance os corações incrédulos.

Façamos morrer toda a natureza humana, toda a vontade da carne, todo legalismo, todo evangelho baseado na lei, ou em qualquer tipo de troca e negociata com Deus. Não estamos aqui para fazer isso; mas para viver o evangelho da graça, da vida, de forma que individualmente e como membros do corpo, através da igreja, revelemos o Deus que dizemos amar.