Fonte do pecado – ser senhor de nós mesmos

“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Hebreus 8:10-12, RA Strong). “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados;” (Hebreus 10:26, RA Strong).

Como confundimos as coisas, como queremos muitas vezes trazer alívio para a nossa consciência, usando de forma deturpada a palavra de Deus, sendo enganados por satanás em suas artimanhas. Em Deus não pode existir o pecado, qualquer tipo de rebeldia e de insubordinação ao seu querer, sua vida e aos princípios e fundamentos.

A natureza divina do Pai, que nos é concedida em Cristo Jesus, no novo nascimento, não se mistura com a velha natureza, com a natureza rebelde e pecadora do homem, que acha ser o dono de si mesmo e senhor de seus atos. Enquanto não compreendermos que não dá para misturar, não dá para integrar o melhor do homem, com Deus, não entenderemos a vontade do Senhor para as nossas vidas e nos deixaremos enganar pelo diabo.

Deus é misericordioso, mas não permissivo. Ele não permite que a sua glória, sua natureza se misture com a natureza humana. Mesmo que sejamos bons, mesmo que tenhamos conhecimento e pratiquemos o bem, não quer dizer que Deus aceita as nossas obras. Deus está olhando e sempre olhou as motivações, os princípios, os fundamentos do que fazemos. Nós podemos confundir as coisas e acharmos que podemos misturar o santo com o que é do homem. Para vivermos a vida de Deus precisamos morrer para o que vem do homem, de nossa natureza pecadora e rebelde com relação aos princípios do Senhor.

Morrer, significa deixar de fazer as coisas conforme fazíamos, segundo os princípios que tínhamos em mente. O nosso pecado não está no fato de mentirmos, roubarmos, enganarmos uns aos outros; mas a rejeição de nossas obras, pelo Senhor,  está no fundamento de tudo; ou seja, na nossa natureza rebelde, no querermos ser senhores de nós mesmos e de nosso destino e a origem de tudo isso, está no pecado cometido por Adão e Eva, que agora faz parte da nossa natureza humana.

Precisamos compreender que o fruto que eles comeram, não foi o fruto do conhecimento do mal, mas o fruto era do conhecimento do bem e do mal. Neste tipo de vida obtida por este fruto, está o conhecimento do que é bom e do que é mal. Não de um só. Mas o fundamento deste fruto, é a fonte de rebeldia, de não querermos submeter a Deus, sua vontade e seu propósito. É acharmos que podemos ser senhores de nosso destino, é deturparmos a palavra de Deus e achar que está tudo bem.

Compreendendo a misericórdia de Deus, sua obra redendora, o seu propósito de vida para nós, tendo o conhecimento do que seja contrário a vontade de Deus, e continuamos a viver cometendo o mesmo tipo de pecado; não existe o arrependimento, não existe o desejo de mudança de atitude, não existe verdadeira vontade de conhecer e se submeter a vontade de Deus.

 A fonte do pecado não está no pecado em si mesmo, no ato em si mesmo, mas na rebeldia que existe em nós mesmos, que rejeitamos a palavra de Deus, suas promessas e toda a capacitação que ele nos concedeu para viver segundo a sua vontade. Queremos ser filhos? Queremos revelar a Deus através de nossas vidas? Devemos morrer para nós mesmos, para tudo que somos e pensamos, para vivermos uma vida de inteira dependência de Deus, cumprindo e realizado o seu querer em tudo que fazemos conforme a orientação do Espírito e não conforme achamos.