Sede sal – ser como o bom samaritano

“A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Lucas 10:27, RA Strong). “Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele.” (Lucas 10:33, RA Strong). “Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele. Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo. ” (Lucas 10:36-37, RA Strong). “Mas ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças e desprezais a justiça e o amor de Deus; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas.” (Lucas 11:42, RA Strong)

O que temos sido de fato em nosso dia a dia? O samaritano que se compadeceu da necessidade do próximo? Ou temos agido como um religioso? Não tratamos muitos hoje, semelhantes a passagem acima, como bêbados? Drogrados? Irresponsáveis? E preguiçosos? Por serem isso, deixam de ser o nosso próximo? O que temos para oferecer aos mesmos? Nada? Ou temos a verdadeira vida a oferecer a cada um que necessita da graça, do amor e da justiça divina? Ou quando encontramos um, simplesmente descarregamos um sermão sobre o que deve e o que não deve fazer, impingindo a cada um a lei?

Dizemos que amamos a Deus, mas não fazemos o que ele manda. Afirmamos que amamos o próximo, mas somos seletivos quanto a quem seja o próximo, ou passamos a largo, não nos compadecendo da necessidade do nosso “próximo”. E temos a petulância de afirmar que somos cristão, seguidores de Jesus Cristo? Que imagem é essa que levamos para o mundo sobre o Cristo que dizemos amar e servir?

Quanta religiosidade! Quanta hipocrisia! Quanta arrogância diante do nome santo de Deus! Quanta carnalidade! Precisamos rever nossas posições, nosso pensamento e nosso entendimento sobre o que seja cristianismo, não?

Podemos mudar o mundo? Podemos transformar as pessoas? Podemos exigir dos outros que façam as coisas e nós mesmos estamos longe de praticar o que falamos? Se esta tem sido a nossa postura precisamos rever, precisamos compreender quem somos. Não podemos mudar o mundo ou transformar as pessoas; mas podemos ser testemunhas vivas, podemos influenciar as pessoas a reverem as suas posições, atitudes e forma de agir, quando transformamos a nós mesmos, na dependência e na graça de Deus que nos educa e nos ensina. Não podemos mudar as pessoas, mas podemos transformar a nossa maneira de pensar e agir; podemos deixar de viver na carne e viver segundo o Espírito, cumprindo e realizando a vontade de Deus. Quando assim fazemos, então, somos capaz de influenciar as pessoas; pois as nossas atitudes estarão repletas de exemplos e testemunho que conhecemos a Deus, que amamos a Deus e ao nosso próximo; pois não estaremos somente falando, mas agindo como filhos, revelando a graça e a justiça divina. Não olharemos as pessoas com os nossos olhos; mas sim, com os olhos de misericórdia, graça, amor e cheios da justiça divina.

Se desejamos que as pessoas mudem, que os outros vivam de forma diferente, devemos ser os agentes desta mudança, começando por nós mesmos, revendo as nossas posições e pensamento. Devemos morrer para nós mesmos, revelando, em cada ação e atitude a verdadeira vida de Deus, a sua misericórdia e graça.

Não dá para ser cristão se não imitarmos o Senhor em suas atitudes e ações. Não dá para ser cristão só de palavras, não dá para ser cristão se não for para revelar o amor de Deus, não amor meloso; mas sim, amor que traduza em ação em favor das vidas; que se expressa através de obras em favor das vidas, assim como foi com o samaritano. Sejamos luz neste mundo, sejamos o sal desta terra, façamos diferença onde estivermos para a glória de Deus.