Nossas verdadeiras motivações

“Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. ” (Mateus 8:19-22, RA Strong).

O que buscamos em Deus? O que buscamos no nosso Senhor Jesus? Já meditamos sobre isso? Temos refletido sobre o tipo de vida que temos, desejamos e a que nos foi prometida por Jesus Cristo? Estes desejos e realidades estão alinhados? Ou caminham em sentido oposto?

Nós não fazemos meias escolhas e podemos achar que Deus se compraz no que estamos fazendo ou em nossas escolhas que fazemos, e nem podemos ter a arrogância de pensar que Deus se satisfaz com o que as opções de vida que temos escolhidos, como se fôssemos nós que determinássemos as coisas.

Viver com Jesus, ser um servo de Cristo, sermos instrumentos de Deus, sermos cidadãos do reino de Deus implica que fazemos certas escolhas, e estas são irrefutáveis em termos de nossas atitudes. Não podemos dizer que amamos a Deus, e não obedecemos a sua palavra. Não podemos achar em nosso coração que o nosso Deus se alegra com a nossa religiosidade ou com as nossas muitas obras, como se nós fôssemos capazes de fazer algo que o agradasse.

Em Deus não existe excesso, em Deus não existe abundância material, somente um derramar sem limite da verdadeira vida, pois é da sua vontade que vivamos em total dependência. Enquanto houver um nós um coração de gratidão de reconhecimento que dependemos de Deus, haverá sempre as nossas necessidades atendidas; mas se houver arrogância e orgulho, como se de nós mesmos fôssemos capazes de prover algo para suprir a nossa necessidades dificilmente teremos os nossos desejos atendidos.

Precisamos entender o que o Senhor Jesus disse que não tinha onde reclinar a cabeça. Por que teríamos nós? Por que ele nos ensina que para seguí-lo, devemos abandonar, deixar para trás, tudo que pertence ao mundo?

Precisamos entender que não existe facilidade quando se decide viver o reino de Deus. A primeira coisa que precisamos aprender é a dependência completa dele. Enquanto não aprendermos isso não haverá abundância de vida em nós; pois sempre acharemos que são os nossos braços que foram capazes de prover o que temos.

Não podemos nos prender a este mundo, não podemos andar segundo os valores deste mundo. Temos que abandonar e nos esvaziar de tudo que seja o oposto a natureza de Deus. Somos egosístas, somos orgulhosos, e todas as nossas ações, tem por objetivo esconder ou omitir tais fatos tão verdadeiros em nossas vidas. Nossa motivações são muito importante no processo de compreendermos a nós mesmos. Precisamos avaliar sempre a razão do por que estamos fazendo isso ou aquilo.

O evangelho de nosso Senhor é para ser vivido e não simplesmente para ser admirado, reconhecido como sublime; mas é para revelarmos o que temos através de ações definitivas que glorificam e santificam o nome de Deus. Sejamos críticos de nós mesmos, julguemos a nós mesmos, observemos sempre o que Deus nos fala, seja através da palavra escrita ou a proferida pelos profetas do nosso Senhor. Sejamos instrumentos para a glória de Deus.