“Dize, portanto, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Não é por amor de vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. Vindicarei a santidade do meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; as nações saberão que eu sou o Senhor, diz o Senhor Deus, quando eu vindicar a minha santidade perante elas.” (Ezequiel 36:22-23, BEARA). “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.” (Ezequiel 36:26-27, BEARA). E temos, ainda em Ezequiel a seguinte profecia: “e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos. Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes.” (Ezequiel 37:2-3, BEARA). “Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis. Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o Senhor. ” (Ezequiel 37:5-6, BEARA).
Podemos servir a Deus na caducidade da letra? Na vontade da carne? Andando e obedecendo a preceitos de homens e ensinamentos de homens? Podemos, por ser religiosos, agradar a Deus no que fazemos? Não, de forma alguma, nós na carne, ou seja, no nosso próprio esforço, no nosso próprio orgulho de querer ser agradáveil e aceito por Deus, servir a Deus da forma como lhe agrada.
A palavra é clara, nós estamos mortos, mortos em nossos delitos e pecados, separados de Deus, alheios a verdadeira aliança que Deus deseja estabelecer com os homens. Somente podemos servir a Deus de forma que lhe agrada; se nos sujeitamos ao seu plano, ao seu querer e a sua vontade. Jesus morreu por nós, para nos dar vida, é uma presente, é algo dado por Deus sem qualquer merecimento de nossa parte, é a graça manifesta e revelada a todos os homens, sem exceção. Quando reconhecemos em Jesus, a sua morte na cruz, como oferta para propiciação dos nosso pecados, e nos submetemos a ele como Senhor e Salvador de nossas vidas, então nós, neste ato, declaramos a nossa morte com ele naquela cruz para o pecado. Morremos com ele para tudo que pensamos, para a nossa maneira de viver, nossos desejos e vontade. Morremos para viver para Deus, ao morrermos, também, com Cristo ressucitamos para andarmos, agora em novidade de vida.
Por isso Jesus disse: ” Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?” (Lucas 9:23-25, BEARA). “Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.” (Lucas 9:62, BEARA).
Não dá para viver o reino de Deus e deste mundo, não dá para andar no espírito e na carne, não dá para agradar a Deus e a nós mesmos. Pegarmos a cruz é reconhecermos nela o instrumento de morte que representa para nós mesmos. É reconhecermos que se não morrermos para nós mesmos, nossa vontade, de forma alguma viveremos a vontade de Deus.
Somente quando morremos é que o Espírito de Deus se revela e manifesta em nossas vidas. Somente quando morremos para nós mesmos e deixamos o Espírito dirigir as nossas vidas, nos guiar na vontade do Pai, nos ensinando a fazermos as escolhas do reino, é que glorificaremos ao nosso Deus. Nossos atos, serão atos de santidade, atos que glorificam a Deus e expressam a sua natureza. Não dá para viver o reino de Deus, vivendo na carne, não dá para agradar a Deus, andando na carne, não dá para glorificar a Deus atendendo os desejos de nossos pensamentos e atendendo os prazeres deste mundo.