Reino de Deus versus religiosidade

Colocamos em nosso coração na maioria das vezes a associaçaõ entre o reino de Deus e a religiosidade humana. Associamos o fato de irmos ao culto, a missa, a reuniões, ou por sermos católicos fervorosos, ou crentes que estamos dentro do propósito e do atendimento dos desejos do coração de Deus. Achamos que irmos, celebrarmos e continuarmos no restante do tempo a viver as nossas vidas é suficiente e que estamos fazendo o suficiente para agradar a Deus.

Tomamos atitudes de fazer coisas com o intuíto de achar que estamos agradando a Deus e que é mais do que suficiente para recebermos das misericórdias de Deus. Que seremos abençoados, teremos abundância de bens, receberemos bençãos materiais porque obedecemos e não enxergamos o que Deus faz e nem como faz.

Viver o reino de Deus, ser cidadão do reino de Deus não tem nada a ver com a ir em reuniões de celebração, em cultos ou mesmo missa, ou até mesmo em reuniões em casa uma vez por semana, ou dar esmolas, fazer obras sociais.  Viver o reino de Deus é viver conforme o coração de Deus, todos os dias, todos os momentos, sem restrição, sem exceção. E por viver conforme o coração de Deus, então, desejamos estar nas reuniões de celebração, nas reuniões de casa em casa, em fazer boas obras.

Quem é filho deseja a comunhão, deseja dividir, compartilhar estar junto. Quem é filho quer honar e glorificar a Deus em todos os atos.

Se compreendemos o propósito da vinda do Senhor, se compreendemos o princípio e o fundamento da salvação que está em Jesus Cristo, concedida devido a graça de Deus, e que não depende de nós; e nos sujeitamos a cruz de Cristo, e nos colocamos como servos de Deus, para cumprir e viver no seu reino segundo a sua vontade; então somos cidadãos do reino de Deus.

Nossas vidas serão pautadas por falar a verdade, não por mentir, omitir ou enganar. Nossas ações serão realizadas com base no princípio do amor, e não do orgulho, arrogância, hipocrisia, e defesa dos interesses pessoais. Todas as nossas ações serão realizadas com base na atitude de defender os interesses de todos e não o interesse pessoal. Nossas vidas serão dirigidas pelo princípio do amor a Deus sobre todas as coisas e do nosso amor ao próximos. Seremos capazes de abrir mão de nossos interesses em favor dos outros. Mapearemos as nossas atitudes pelo mesmo princípio de vida que foi o de Jesus.

Qualquer coisa, qualquer atitude que fuja do princípio do sermão da montanha é contrário a natureza de Deus, e está fora do seu reino. Não podemos viver o reino de Deus andando no nosso dia a dia conforme os fundamentos deste mundo, conforme o seu ensinamento e sua religiosidade. Vivermos assim, podemos até trazer alívio para a nossa consciência, mas de forma alguma estaremos vivendo a vontade Deus e andando como filhos e cidadãos do reino de Deus. Não é da vontade de Deus sermos religiosos, cheios de regras, condições e imposições; mas é da sua vontade que revelemos a sua graça e o seu amor ao mundo, assim como o seu filho amado, Jesus Cristo, agiu em nosso favor, devemos agir em favor de todos os homens. Somos cidadãos do reino de Deus, somos sacerdotes, somos embaixadores, somos reconciliadores dos homens com Deus. Pesa sobre nós revelarmos os princípios e fundamentos da natureza divina que nos é concedida por intermédio de Jesus Cristo.

Deixemos toda a religiosidade, toda aparência de sabedoria, toda aparência de santidade, e vivamos plenamente como filhos, coloquemos o nosso coração a obediência, a sujeição da cruz, para que a vontade de Deus seja revelada através de nossos atos, para a glória de Deus, o Pai.