“Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas vieram a existir, diz o Senhor, mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra. O que imola um boi é como o que comete homicídio; o que sacrifica um cordeiro, como o que quebra o pescoço a um cão; o que oferece uma oblação, como o que oferece sangue de porco; o que queima incenso, como o que bendiz a um ídolo. Como estes escolheram os seus próprios caminhos, e a sua alma se deleita nas suas abominações,” (Isaías 66:2-3, BEARA). “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” (Mateus 15:8-9, BEARA). “não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem.” (Mateus 15:11, BEARA).
Está na nossa arrogância, na nossa capacidade de pensar que sabemos, que temos o conhecimento, que entendemos todas as coisas o prazer do Senhor? Está o Senhor preocupado com o que somos, com o que pensamos na nossa petulância de acharmos que somos alguma coisa? No que o Senhor tem prazer? Isto que precisamos aprender. O Senhor se alegra quando nos apresentamos ante a sua face com um coração contrito (coração arrependido, coração que reconhece dependência, coração que reconhece a necessidade de revelar o amor de Deus), e outro aspecto, que honra a sua palavra, que põe tudo que é, tudo que recebeu de Deus em um único propósito: cumprir e obedecer a sua palavra.
Um coração obediente, um coração contrito, um coração que foi transformado pelo novo nascimento, que se coloca diante do trono de Deus com um único propósito, ver o seu nome glorificado. Isto é o que Deus deseja, isto é o que ele espera de nós.
Não tem o Senhor prazer nos nossos sacrifícios, no nosso muito fazer, em nossas muitas ações, teorias ou pensamentos. Precisamos compreender que o nosso objetivo é revelarmos em nossos atos quem somos. Não nos compete pensar em estratégias, em ações para trazer mais e mais pessoas para a igreja. Quem acrescenta, quem leva as vidas a igreja, ao corpo de Cristo, é Deus; e não nós.
Nossas ações são infrutíferas ou os frutos que produzimos não permanecem; pois são feitos na carne, na estratégia humana e não segundo o operar do Espirito.
Nós nos preocupamos muito com o fazer, com o agir, e não em ser. Precisamos entender que por sermos agimos, e agimos nas atividades, nas ações que são de nossa competência, e não nas que são de nosso Deus. Nos compete ser aquilo que o Pai planejou para nós. E ao sermos, agiremos dentro dos princípios e fundamentos do reino. Por agirmos como cidadãos do reino, atrairemos, pelo mover do Espírito aqueles que Deus acrescenta a igreja.
Precisamos entender que precisamos fazer a transformação operada por Deus em nossas vidas, dando nos de sua natureza, colocando em nós do seu Espírito. Esta transformação está no fato de morrermos para nós mesmos, e revelarmos a natureza divina que há em nós e que nos foi concedida em Cristo Jesus.
Tenhamos um coração disposto a obediência, um coração contrito que busca a transformação, a mudança de atitude para a revelação da graça de Deus através de nossas vidas.