Entre ser religioso e ser cristão

“O Senhor diz: “Esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A religião que eles praticam não passa de doutrinas e ensinamentos humanos que eles só sabem repetir de cor. Por isso, mais uma vez vou deixar esse povo espantado com as coisas estranhas e terríveis que farei no meio dele. Com toda a sua sabedoria, os seus sábios não poderão explicá-las, e o conhecimento dos que são instruídos não adiantará nada.”” (Isaías 29:13-14, NTLH)

“O Senhor Deus diz: “Ai dos meus filhos que se revoltam contra mim, que fazem planos sem me consultarem e assinam acordos sem a minha aprovação! Assim amontoam pecado em cima de pecado. Pois, sem me pedirem licença, as autoridades de Judá foram ao Egito pedir socorro ao seu rei, pois confiavam no seu poder para proteger Judá. Mas em vez de socorro virá a desilusão, e em vez de proteção haverá humilhação.” (Isaías 30:1-3, NTLH). “Ai dos que vão para o Egito procurando ajuda! Eles confiam num povo que tem muitos cavalos e carros de guerra, num país que tem cavaleiros valentes, mas não confiam no Santo Deus de Israel, não pedem ajuda ao Senhor.” (Isaías 31:1, NTLH). “Os egípcios não são deuses! Eles são apenas seres humanos, e os seus cavalos são apenas animais mortais; não são espíritos imortais. E, quando o Senhor levantar a mão para castigá-los, todos cairão mortos de uma só vez, tanto o Egito, a nação forte, como Judá, a nação fraca. ” (Isaías 31:3, NTLH)

Quando transformaremos conhecimento em prática? Religião em modelo de vida? Quando deixaremos de ser religiosos, vivendo de aparência e viveremos de fato a vida que, como filhos de Deus, devemos viver? Quando o sermão da montanha deixará de ser uma utopia e passará a ser um modelo prático de vida? Quando deixaremos de confiar em nossa força, nas artimanhas e técnicas humanas para confiarmos no poder de Deus para prover tudo o que precisamos? Até quando continuaremos a fazer alianças com o mundo para alcançarmos as coisas e termos resultados para as ações que temos que realizar? Por que não podemos crer no poder provedor de Deus em tudo o que vamos fazer?

Enquanto não compreendermos o que significa morrer para nós mesmos, buscar em primeiro lugar o reino de Deus, viver a verdadeira religião (como Tiago mencionou) de forma alguma experimentaremos o verdadeiro poder de Deus e a sua graça fluindo através de nós para sermos usados.

Não existe a possibilidade, a mínima que seja, de querermos viver o reino de Deus segundo os ensinamentos e práticas humanas, segundo técnicas e métodos de conhecimento do homem. Não dá para aplicar o poder do homem nas coisas de Deus, não dá para viver e expandir o reino de Deus, se não for pelo Espírito Santo.

Precisamos entender que o poder, a força, a capacitação e o provimento para a expansão do reino, para atender as necessidade daqueles que nos cercam, não provêm de nossas maquinações, de nossas ações e nossos procedimentos que adotamos com certos “jeitinhos”. Não são dessas coisas que são feitas o reino de Deus. Precisamos entender que a verdadeira obra está no fato de obedecer, de cumprimirmos os mandamentos, fazermos o que Jesus determinou. Somente quando fazemos assim, somente quando fazemos o que ele falou é que viveremos plenamente a verdadeira religião que Jesus nos ensinou. Somente quando obedecermos, quando morrermos para nós mesmos, para o nosso “achismos” e nossas “opiniões” é que o poder de Deus irá operar e se manifestar em nosso meio.

Viver o reino de Deus, não é ter uma religião, não é fazer algumas coisas, não é ir a um culto de celebração, não é tirar duas horas por semana, ou um pouco mais para fazermos certas coisas; mas é sermos cidadãos do reino, segundo o modelo prescrito por Jesus, e vivermos este modelo todos os dias, todos os momentos, em todos os nossos relacionamentos. Como precisamos amadurecer, como precisamos crescer, como precisamos viver segundo o coração, obedecendo e realizando todo o desejo do Pai. Somos instrumentos para revelar a glória de nosso Deus.