“O boi conhece o seu dono, e o jumento sabe onde o dono põe o alimento para ele, mas o meu povo não sabe nada, o povo de Israel não entende coisa nenhuma.”” (Isaías 1:3, NTLH). “O Senhor diz: “Eu não quero todos esses sacrifícios que vocês me oferecem. Estou farto de bodes e de animais gordos queimados no altar; estou enjoado do sangue de touros novos, não quero mais carneiros nem cabritos. Quando vocês vêm até a minha presença, quem foi que pediu todo esse corre-corre nos pátios do meu Templo? Não adianta nada me trazerem ofertas; eu odeio o incenso que vocês queimam. Não suporto as Festas da Lua Nova, os sábados e as outras festas religiosas, pois os pecados de vocês estragam tudo isso. As Festas da Lua Nova e os outros dias santos me enchem de nojo; já estou cansado de suportá-los. “Quando vocês levantarem as mãos para orar, eu não olharei para vocês. Ainda que orem muito, eu não os ouvirei, pois os crimes mancharam as mãos de vocês. Lavem-se e purifiquem-se! Não quero mais ver as suas maldades! Parem de fazer o que é mau e aprendam a fazer o que é bom. Tratem os outros com justiça; socorram os que são explorados, defendam os direitos dos órfãos e protejam as viúvas.” O Senhor Deus diz: “Venham cá, vamos discutir este assunto. Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos como a lã. Se forem humildes e me obedecerem, vocês comerão das coisas boas que a terra produz. Mas, se forem rebeldes e desobedientes, serão mortos na guerra. Eu, o Senhor, falei.” ” (Isaías 1:11-20, NTLH). “Naquele dia, os orgulhosos serão humilhados, e os vaidosos serão rebaixados; somente o Senhor receberá os mais altos louvores,” (Isaías 2:17, NTLH). “Não confiem mais nos seres humanos, pois são mortais! Será que eles valem alguma coisa?” (Isaías 2:22, NTLH).
Por que achamos muitas vezes que Deus se compraz no que que fazemos, no nosso muito fazer e não refletimos se o que estamos fazendo está ou não dentro dos propósitos de Deus para as nossas vidas? Queremos fazer e nos empenhamos em fazer a sua obra; nos colocamos em realizar atividades, a cumprir programas, a nos colocar em rituais e formas de trabalho de forma metódica; mas não questionamos a nós mesmos o quanto Deus tem prazer nessas coisas. Quantas vezes somos capazes de não atender a necessidade de outros? Quantas vezes deixamos de visitar uns aos outros? Quantas vezes deixamos de nos compadecer de quem precisa? Quantas vezes desprezamos as pessoas que cruzamos nas ruas?
Fazemos tudo isso em nome de uma religiosidade, em nome de rituais, práticas, teorias e conhecimento humana. Desprezamos o ensinamento básico do Senhor: “amar uns aos outros”. Mais importante que o cumprir programas, realizar atividades e práticas que prescrevemos no ambiente de convívio, é o suportar os irmãos, é ouvir suas necessidades, é o orar uns pelos outros, é o prestar socorro, é o ajudar; é o perder termpo e ouvir suas necessidades, é o simples ajudar.
Quantas vezes desprezamos o ensinamento básico do Senhor em favor do que achamos ser importante?
Devemos parar de priorizar segundo o nosso conceito, os valores e as coisas importantes do reino de Deus. Devemos, sim, viver o princípio básico do reino, o amor, o cuidar uns dos outros, o ajudar uns aos outros. Ao fazermos isso, estamos cumprindo o mandamento do Senhor, estaremos obedecendo a sua palavra, honrando, glorificando o seu nome. Devemos interromper com a nossa arrogância, com o nosso orgulho, com a nossa altivez; devemos sim, viver e andar com o mesmo sentimento, com o mesmo desejo e atitude de nosso Senhor. Não fazer o que pensamos ou desejamos; mas aquilo que seja o plano e o propósito de Deus para as nossas vidas no nosso andar diário.
Precisamos questionar e compreender o que seja praticar a justiça, precisamos entender sobre o que agrada ao nosso Deus, mais que os nosso rituais, nossos cânticos, nossa palavra de ensinamento. Precisamos ensinar de forma prática, precisamos pregar; mas muito mais que pregar, precisamos viver o que pregamos em nossa ações. Precisamos ter consciência da obra de Deus, viver segundo esta obra e ensinar aos outros a andar da mesma maneira. Praticar a justiça, é fazer o reino de Deus conhecido, é a distribuição, é o levar as pessoas a reconciliação e ao conhecimento da natureza e da glória de Deus. É levar cada vida ao conhecimento do Deus verdadeiro. É dar, sem esperar receber. É ajudar, sem esperar nada em troca. É revelar misericórdia, amor e perdão, sem qualquer merecimento. Isto, sim, são práticas, são atitudes que alegram ao nosso Deus. Sejamos filhos, compreendamos o coração do Pai e o sirvamos com alegria.