“Quem não gosta de estar na companhia dos outros só está interessado em si mesmo e rejeita todos os bons conselhos.” (Provérbios 18:1, NTLH).
É mais fácil estarmos sozinhos, é mais fácil gostarmos de bichos, é mais fácil não querer ponderar, abrir mão do que pensa e fazer as coisas sozinhos. Mexer com pessoas é complicado, é cheio de “se nãos” e “poréns” que nos deixam facilmente irritados. Mas tudo isso é demonstração de egoísmo, de orgulho, de arrogância e prepotência.
Viver isolado, não querer amizade não querer fazer as coisas juntos, não querer compartilhar e dividir lutas é atitude de pessoas que não morreram para si mesmas, são extremamente religiosas e estão longe de qualquer propósito da vontade de Deus. É o viver literalmente de forma religiosa e egoísta, achando que o evangelho, que o reino de Deus são compartimentos isolados onde as pessoas não terão que se relacionar, e poderão viver isoladamente.
Acharmos que podemos cumprir o ministério, levar o evangelho, levar a reconciliação dos homens com Deus de forma isolada, estamos contrariando o princípio básico da vida de Deus que é o andar junto, fazer junto, viver em conselho.
Queremos que todos se encaixem nas nossas exigências, queremos que todos façam como nós fazemos, queremos que todos estejam disponíveis na hora que estamos disponíveis, mas não é assim que Jesus nos ensinou.
Quando temos esta atitude, fazermos sozinhos porque os outros não nos compreendem, estamos afirmando que Deus não sabe o que está fazendo e nem as determinações qu e ele tomou. A decisão de igreja, do corpo, de ser membro um do outro é a maior falácia dentro do propósito de Deus. Ele se mostrou totalmente incapaz e incompetente quando tomou esta decisão desde o princípio. As coisas não funcionam juntas, as coisas não tem como acontecer; porque andar junto, tomar a decisão juntos é algo impossível de acontecer.
O que nós queremos e o que estamos buscando? Um evangelho que se adeque a nossa realidade, que aconteça como achamos que deve acontecer, da nossa maneira, do nosso jeito, e não conforme prescrito e determinado por Deus?
Até onde queremos ir com um evangelho deste tipo? Até quando desejaremos pregar o reino de Deus pelas metades? Até quando levaremos uma mensagem hipócrita? Até quando nos manteremos de coração duro e resistentes ao propósito e ao querer de Deus? Precisamos viver o evangelho que pregamos e que dizemos amar. Precisamos rever o que estamos fazendo e como estamos fazendo. Não podemos viver uma hipocrisia religiosa e manter a nossa consciência tranquila. Isto não está no plano e nem no querer de Deus.
Não existe vida, não existe relacionamento com Deus, se não houver submissão a sua vontade, o ser humilde e o se sujeitar a vontade dele. Se não temos comunhão com ele, não podemos ter comunhão como os irmãos. Se não temos comunhão como os irmãos, nós definitivamente não temos comunhão com Deus. Até quando vamos continuar a viver uma vida religiosamente egoísta? Até quando chamaremos Deus, o nosso Deus de incompetente que não sabe o que faz e nem as coisas que determina.
É no conselho, e na comunhjão, é no andar junto que a vontade do Senhor se revela através de cada membro e a sua glória pode ser revelada através do corpo, para a glória de Jesus, nosso Senhor