“A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado. Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.” (Romanos 14:22-15:2, BEARA). “Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus.” (Romanos 15:7, BEARA).
Onde está a comprovação de nossa fé, de nosso amor e de que temos conhecido e aprendido do Senhor? Não estão justamente em nossos atos, no que fazemos e nas nossas atitudes para com as pessoas que nos cercam? Precisamos aprender com o Senhor na sua atitude para com os discípulos e para com os seus seguidores. Não foi ele paciente, não compreendeu ele as limitações e a falta de entendimento? Ou devemos agir como homens? Devemos esbravejar? Gritar? Demonstrar pouca paciência por não compreenderem a vontade de Deus?
Somos sábios? Temos o conhecimento? Compreendemos que deveria ser diferente? Que devíamos agir de forma diferente? Sim, mas qual é nossa atitude para com aqueles que não possuem o mesmo entendimento?
São nestas coisas que compreendemos o amor, vemos o amor ser revelado, manifesto a todas as vidas. Nossas atitudes e o nosso comportamento com relação aqueles que não conhecem e não compreendem os propósitos de Deus, as limitações das pessoas. Deus deseja que aprendamos a enxergar e a compreender que muitas vezes uma coisa fácil para nós, não é fácil para o outro. Um coisa que é simples de fazer para nós não o é para o outro. No que somos fortes em um ponto, o outro é fraco. No que ele é forte, com certeza somos fracos. Como devemos agir?
Quando Paulo escreveu que devemos aceitar a debilidade dos outros, é sobre estas coisas que ele estava falando. Não podemos impor, não podemos querer que as pessoas sejam como a gente. A nossa fé, a expressão do nosso amor estão na forma como agimos com relação àqueles que não agem e não fazem como nós fazemos. Isto quer dizer que ele é inferior, que é mais fraco? Não, não necessariamente, mas simplesmente que está em um estágio de amadurecimento e experiência com o Senhor diferente do que estamos. Precisamos aprender a expressar o verdadeiro amor, e expressarmos na prática. Ou seja, não é pela condenação, por apontar um dedo, por acusar que faremos destas pessoas alguém mais maduro. Mas se as nossas atitudes forem de aceitação, de compreensão das limitações, de bondade expressa, de graça manifesta, então, seremos capazes de levar as pessoas a um processo de amadurecimento maior.
O verdadeiro amor, o amor prático está na expressão, nas atitudes que tomamos com relação as pessoas que estão em um processo de amadurecimento diferente do que estamos. Na manifestação das atitudes para com as pessoas que nos perseguem, seja no serviço, na escola, entre colega, etc.
Não existe expressão maior de amor que ser paciente, que levar alguém a um conhecimento maior e a uma experiência maior com o Pai, quando cada um galga um passo a mais de amadurecimento e dependência de Deus. Vivermos pela fé, compreender os processos de Deus, manifestar paciência (dom do espírito) são condições que podemos observar e julgar a nós mesmos o quanto temos amadurecido.
Amar as pessoas não está no fato de termos sentimentos bons para com elas, mas sim, na nossa capacidade de aceitar as suas limitações e ajudá-las a crescer e a amadurecer na sua fé e na experiência que o Pai deseja que cada um tenha com ele.