“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.” (Mateus 7:24-25, RA Strong).
O que norteia ou tem dirigido as nossas ações? Quais os nosso motivos para fazer as coisas? Qual o fundamento de tudo que temos feito? São estes pontos fundamentais que devemos nos questionar sempre, e este tem sido o questionamento sobre a minha vida, sobre o que tenho feito, porquê tenho feito, onde quero chegar. Sempre devemos fazer estas perguntas a nós mesmos. “Por que estou fazendo isso?”, “Onde quero chegar com isso?”.
Se soubermos responder com convicção tudo o que tem nos movido, temos andado e estabelecido uma motivação profunda em nossas vidas. Quando Jesus disse sobre construir a casa sobre a rocha, é sobre este aspecto que ele estava comentando. Tudo o que formos fazer, devemos planejar, devemos refletir, mas devemos antes de mais nada compreender os nosso motivos.
Alguns pontos para refletirmos: “por que sou cristão?”, “por que vou aos cultos de domingo?”, “quais são as motivações que me levam a este lugar?”, “onde queremos chegar?”, “por que vou todos os dias trabalhar?”, “por que estou estudando?”, “por que trabalho?”. Se não temos motivações fortes, certamente desistiremos, ou nunca faremos com o empenho necessário, ou nunca nos destacaremos na multidão. Simplesmente deixaremos a vida passar. Por isso a pergunta: “onde queremos chegar?”, “qual o nosso papel neste mundo?”. Responder estes questionamentos será muito importante para as nossas vidas, mas mais que responder, é responder com convicção.
Tinha Jesus convicção, motivação forte e profunda para fazer o que ele fez? Onde ele fundamentou as suas motivações para realizar a obra que tinha que fazer? Podemos fazer as coisas para obter gratificação pessoal, podemos fazer por medo, ou podemos fazer para alcançarmos realização, ou até mesmo por amor, mas amor, não no sentido de sentimento, mas no desejo de fazer algo por alguém, o desejo de honrar uma vida. Mas, voltando ao nosso Senhor, por que Jesus fez o que fez? Toda a sua obra foi calcada em alguns aspectos: obedecer ao Pai, reconciliar as pessoas com Deus, salvar as pessoas, suprir suas necessidades, trazer vida aos homens, ser testemunha viva de Deus, ser expressão do Pai (como ele mesmo falou a Felipe: “quem vê a mim, vê o Pai”. As motivações de Jesus não eram fúteis, não eram baseadas na satisfação pessoal, nem no atendimento de seus desejos. Ele veio aqui por obediência ao Pai, para nos salvar, para nos servir e mostrar-nos como Deus deseja que vivamos. Agora o ponto fundamental: temos vivido da forma que agrada a Deus? Temos vivido com o mesmo padrão de motivação de Jesus, ou o que tem nos movido é o medo, a gratificação pessoal, o atingir desejos próprios e sonhos individuais, ou temos agido como o Senhor, o sonho de ver vidas transformadas?
O que nos leva a ir ao culto? Medo? Medo de não ser salvo, medo perder o contato com as pessoas? Por que sou, ou digo que sou cristão? Para seguir o exemplo de Jesus, ou simplemente porque é maneiro? O que tenho feito, demonstra uma razão profunda e arraigada na rocha, ou são superficiais e que não resistiriam a primeira tormenta?
Se as nossas motivações não são as mesmas motivações de Jesus, então, não estamos fundamentados em uma rocha. O que deve nos mover é: a salvação das pessoas, o fazer o Senhor Jesus conhecido e honrado, o honrar as pessoas, sermos cartas vidas, sermos o bom perfume de Cristo, mostrarmos a glória de Deus, honrar e servir as pessoas, glorificar a Deus com as nossas palavras e atitudes, revelar a natureza de Deus, semos exemplos e testemunhas fiéis do reino de Deus.
Poderíamos faze diferença no mundo, alterando as nossas motivações? Onde queremos chegar como filhos da luz, como filhos de Deus?