“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus. ” (Miquéias 6:8, RA Strong).”Poderei eu inocentar balanças falsas e bolsas de pesos enganosos? Porque os ricos da cidade estão cheios de violência, e os seus habitantes falam mentiras, e a língua deles é enganosa na sua boca.” (Miquéias 6:11-12, RA Strong).
Tem o Senhor prazer na leviandade, na hipocrisia, na fofoca, na mentira, em atitudes egoístas e que desrepeitam e desonram o corpo e as pessoas? Tem o Senhor prazer no enganar, no reter o salário do trabalhador, no explorá-lo, no privá-lo de seus direitos? Como podemos, como temos consciência tranquila de tolher o direito, não ser justo (conforme a justiça de Deus), nos alegrarmos na mentira, no engano, na hipocrisia e ainda irmos para o meio da igreja e acharmos que está tudo bem, que Deus tem prazer no que fazemos?
Como podemos continuar a ser religiosos enganando a nós mesmos? Como podemos continuar a fazer as mesmas coisas que Deus condena e ainda assim acharmos que está tudo bem e que Deus tem prazer no que fazemos? Que tipo de jusitiça acreditamos? Que atitude pensamos que Deus tem prazer? Não estamos falando de perfeição, mas de no mínimo, atitudes que são condizentes com que diz conhecer a Deus e que tem como alvo ao Senhor Jesus e no desejo ardente de imitá-lo.
Praticar a justiça, amar a misericórdia, andar humildemente, odiar a balança enganosa, pesos enganosos. Tudo isso é que o Senhor tem prazer. Mas o que isso nos custará? O que é a justiça de Deus? É repartir, é dividir, é dar o que temos para que os outros tenham como a gente. O que é misericórdia? É a manifestação expressa da bondade, da fidelidade com aqueles que necessitam. É a manifestação de amor sem o merecimento. É o ajudar em esperar retorno. E andar humildemente é o reconhecer a nossa condição de miserabilidade. É o reconhecimento que tudo que temos, tudo que somos não provém de nossa força e nem de nosso braço; mas da graça operante de Deus que concede, que dá, que provê.
Nada da natureza humana, nada que provêm do homem, agrada a Deus. O nosso Deus não tem prazer em nada que procede da carne, por mais aparência de coisa boa que possa ter. Do homem é impossível proceder qualquer coisa boa que seja compatível com a natureza divina. No homem reina o egoísmo, o orgulho, a cobiça, os desejos para atender as próprias necessidades não a dos outros.
Se desejamos agradar a Deus, se desejamos viver em comunhão com o Pai de forma que sejamos o seu prazer, devemos morrer para nós, morrer para os nossos sonhos e vontade, para viver o sonho e a vontade de Deus para as nossas vidas. Viver não como autômatos, mas como filhos que se submetem, como servos, como desejosos de realizar o querer do Pai.
Sejams filhos semelhantes aquele que morreu e ressuscitou por nós, para que tivéssemos acesso àquele que deu a vida por nós. Sirvamos ao Senhor com alegria.