“Tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai e serve-o de coração íntegro e alma voluntária; porque o Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento. Se o buscares, ele deixará achar-se por ti; se o deixares, ele te rejeitará para sempre.” (1 Crônicas 28:9, BEARA)
O que é ser íntegro? Segundo Aurélio: inteireza, respeito aos princípios, retidão, não se deixa corromper, não aceita suborno, subterfúgios, não faz uso de regras escusas, meias verdades. E alma voluntária? O mesmo que agir espontaneamente, não ser obrigado, não sentir obrigação, fazer de boa vontade, não esperar recompensa, não esperar retorno, não esperar elogios. O que entendemos, pelo texto, sobre a importância de servir a Deus com um coração íntegro e uma alma voluntária? Servir a Deus é o mesmo que servir uns aos outros? É servir também a igreja na sua edificação, crescimento e amadurecimento uns dos outros?
Da mesma forma que a palavra nos fala que não podemos amar a Deus se não amamos aos irmãos, também, não podemos servir a Deus, se não estamos servindo as pessoas, se não estamos colocando os nossos esforços para a edificação do corpo, amadurecimento uns dos outros, fortalecimento dos membros. Não podemos servir a Deus, se não vivemos na prática de boas obras; pois em Deus, fomos criados para as boas obras.
Queremos e buscamos muitas vezes viver de uma forma etérea, sem compromisso com as pessoas, sem responsabilidade para com as vidas que nos cercam e não compreendemos que não é assim que buscamos e servimos a Deus.
Ele se deixa achar quando o buscamos de uma forma íntegra, sem subterfúgios, sem pensar em nossos interesses, sem pensar somente em nós; mas sim, quando o fazemos, compreendendo a sua natureza, morrendo para nós mesmos, morrendo para a nossa vontade e nossos desejos, e pensamos na necessidade do reino, na necessidade das pessoas. Quando assim fazemos, quando assim nos colocamos, então Deus se revela de forma maravilhosa para nós, em nós e através de nós.
Não pode haver vida, não pode haver integridade enquanto queremos buscar a Deus para atender os nossos interesses. Servir a nós mesmos e aos nossos interesses, não é viver segundo o coração do Pai, não é andar segundo a natureza de Deus, não é honrar e glorificar a Deus com as nossas vidas respeitando e honrando os princípios e fundamentos de uma vida que anda no reino de Deus.
A voluntariedade reside no fato de fazermos as coisas de maneira espontânea, de maneira livre, sem qualquer compromisso de querer algo em troca, de desejar receber, de desejar ter, de querer obter elogios ou recompensas, de querer receber honra das pessoas pelo que faz e como faz.
Os verdadeiros adoradores, os verdadeiros filhos de Deus o buscam com um coração íntegro, honrando os fundamentos e princípio da natureza de Deus e do seu reino, sabendo que servir a Deus é servir a igreja, e servir a comunidade. E faz isto de maneira voluntária, ou seja sem esperar qualquer retorno, qualquer elogio, ou qualquer recompensa financeira ou recursos deste mundo.
Temos e devemos buscar de todo o nosso coração, voluntáriamente e sendo íntegros, sem querer corromper, sem querer usar de subterfúgios para que o nosso Deus, sua natureza e sua vida se revelem para nós, em nós e através de nós, alcançando a todas as pessoas que nos cercam; para que toda a glória e louvor pertençam ao nosso Deus e ao nosso Senhor Jesus.