“Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que és dotado de saber, à mesa, em templo de ídolo, não será a consciência do que é fraco induzida a participar de comidas sacrificadas a ídolos? E assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. E deste modo, pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais. E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo.” (1 Coríntios 8:9-13, BEARA)
Amo suficiente com o amor que procede de Deus e compreendo a sua natureza ao ponto de ser capaz de abrir mão do que penso e acho? Sou capaz de honrar as palavras do Senhor Jesus sobre amar? Sou capaz de compreender o amor do Senhor e abrir mão do que penso em favor dos outros? O que tenho feito para que o meu irmão seja edificado e cresça?
Estas são perguntas que me veem a mente, que medido e que fico a me questionar. Compreendo o amor de Deus, comprendo a vontade de Deus para a minha vida; mas não tenho sido capaz de abrir mão do que penso e acho para trabalhar em favor dos meus irmãos? Sonho com o amadurecimento de todos, sonho onde seja possível honrar, respeitar os limites e restrições de cada um. Mas quando olho para a minha própria vida o que vejo? vejo justamente agindo ao contrário do que compreendo ser o certo.
Se estou diante de um irmão que compreende que não se deve beber, mesmo que socialmente, e bebo, o que estou fazendo? Estou honrando esse irmão? Se ouço um irmão falar coisas erradas e o repreendo de forma agressiva, o que estou fazendo? Estou ajudando no seu crescimento? Ou estou contribuindo para que não cresça e amadureça cada vez mais no Senhor?
Quando discordo de alguém, ao invés de ouvir, respeitar a opinião, respeitar o seu ponto de vista, por sua limitação, por seu conhecimento, eu descarrego o conhecimento bíblico, fala de forma a impedir que ele absorva, reflita, e se falo de forma grosseira, ou cínica, o que estou fazendo? Estou respeitando e tratando de suas limitações, e ajundando-o a crescer ou estou sendo um impecilho para o seu fortalecimento e abrir de olhos para novas realidades?
Tenho aprendido que preciso mudar muito a minha atitude para com as pessoas, pois nem sempre consigo ouví-las, mas muito pelo contrário, descarrego palavras atrás de palavras que não dou tempo a mesma de ouvir. Quantas vezes, ao ouvir algo contrário ao que penso, acabo, respondendo com grosseria e estupidez quando me abordam. Tudo isso, só tem uma explicação, a continuação de viver na carne, viver regido pelo pensamento humano e pelas atitudes humanas. Não tenho nessas atitudes nada de Deus, muito pelo contrário, tenho do homem, da natureza humana que é totalmente contrária a Deus.
Diante dos embates, diante das diferenças, nos momentos de crise que posso ver efetivamente quem sou. Por isso, devo cada vez mais ansiar por estes momentos; pois são eles que me ensinarão a crescer e a amadurecer. São esses momentos que me levarão a compreender o quanto careço de Deus, o quanto dependo Dele e do seu operar através de minha vida.
Levar o amor ao limite somente aprendendo do do Senhor, mas não ao meu limite, e sim ao limite de meu Deus, sendo capaz de aprender a abrir mão do que penso do que desejo, do meu ponto de vista em favor do amadurecimento do outro, em favor do crescimento do corpo. Tenho sido efetivo nessa ação? Não. Estou longe de agradar com minhas atitudes ao meu Deus e de revelar em minhas atitudes o bom perfume de Cristo. Quero que a minha vida seja carta viva, e para tal, preciso, reconhecer diariamente, que dependo do Senhor, preciso morrer para mim mesmo para que Ele viva através de mim para a glória e louvor do seu nome.