“Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos. ” (1 Samuel 17:45-47, BEARA)
Nós referimos a instituição aos prédios, aos dogmas e todas as leis e regras que regem um determinado grupo de indivíduos que tem um interesse comum. Mas como chegaram lá? Como se tornaram naquele aspecto rígido e transparente (visível a todos)? Nós nos vemos como parte de uma instituição? O que fazemos reflete estado embrionário de uma instituição? Temos estabelecido condições e regras de funcionamento e forma de operar? Temos estabelecido para as pessoas papéis e responsabilidades antes mesmo destas manifestarem?
O que precisamos estar atentos e rejeitar o tempo todo, são os mecanismos instituicionais que criamos para reger o comportamento do grupo; pois esses nos impendem de aprender a viver uma vida segundo o Espírito. Esses recursos nos conduzem a um processo mecanicista que nos impedem de enxergar a vontade de Deus.
Precisamos aprender a termos as nossas vidas e os nossos relacionamento conduzidos pelo espírito que foi vivificado com o novo nascimento.
A razão de andarmos juntos, de estarmos juntos, sejam nos momentos de celebração (denominamos de culto) sejam em pequenos grupos (células) não é para vivermos um momento instituicionalizado, um momento que somos dirigidos por liturgia, por regras e imposições. Temos por natureza a condição de impor certas formas e padrões para que tenhamos o controle da situação. A vida cristã não é para ser vivida por regras, mesmo que informais, mas sim dirigida e guiada pelo Espírito Santo que habita em nós. É através do nosso espírito que Ele determina e fala de toda a vontade do Pai.
Compreendemos o quanto estamos institucionalizados pelo grau de relacionamento que temos com aqueles a quem declaramos de irmãos, e que convivemos na célula. Quantas vezes nos encontramos? Quantas vezes andamos juntos? Quantas vezes sentamos para orar, para ouvir, para interceder, para compartilhar as nossas vidas fora das reuniõe que estipulamos? Em atos vemos como a igreja vivia: diariamente, de casa em casa. Essa é a forma correta de viver a igreja, o corpo de Cristo.
Qualquer coisa diferente disso, qualquer atitude diferente dessa é institucionalização daquilo que não é possível de ser institucionalizado. O corpo de Cristo, a sua igreja, local onde irmãos vivem e compartilham as suas vidas é uma assembléia permanente, é a manifestação do reino de Deus. É o andarmos juntos, é o expressarmos juntos. Se não nos preocupamos uns com os outros, se não dividimos dificuldades uns dos outros, não estamos sendo igreja e nem vivendo a vontade de Deus. Estamos simplesmente andando como homens, segundo regras e condições dos homens, nossa natureza e não segundo o reino de Deus e a natureza divina que recebemos do Criador.
Precisamos rejeitar toda institucionalização que queremos impor ao corpo de Cristo. Precisamos negar tudo que seja contrário a direção e a livre vontade do Espírito Santo e que não traduza em um viver diário
A igreja, os grupos pequenos existem para revelar o corpo e a vida de Cristo não para ser institucionalizado. Precisamos ter as nossas vidas dirigidas pelo Espírito, não por institucionalização de nossos atos.