Amar a glória dos homens

“Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus. ” (João 12:42-43, BEARA)

A quem temos amado de fato? Descobrimos isso não pelo que falamos; mas pelo que somos, ou seja, nossas atitudes, nossa motivações, e devemos considerar que as nossas motivações pesam mais que qualquer outra coisa.

Por que devemos julgar as nossas motivações? Porque elas procedem do nosso coração, e um coração que não morreu para a própria vontade, para o próprio ego de forma alguma, mesmo que façamos obras, grandes obras de caridade, sejamos religiosos ao extremo isso não quer dizer que estamos andando segundo o coração de Deus.

Podemos estar realizando a vontade de Deus, mas não conforme o modo de Deus. Estamos pregrando o evangelho, levando as boas novas; mas não estamos fazendo por amor ao Senhor, ao nosso Deus, e sim, simplesmente porque damos mais importância a vontade de Deus, do que ao fazer conforme está no coração do Pai, ou porque queremos receber honra.

Não é o fazermos muito, não é o dedicarmos ao extremo que nos faz filhos. Por isso precisamos julgar as nossa motivações. Se temos um coração transformado, se temos um coração que foi renovado pelo Espírito, precisamos aprender a viver segundo esse coração (essa natureza que recebemos de Deus). Não devemos fazer nada para o nosso próprio orgulho, para a nossa própria honra, mas para a honra do Senhor.

Mas, se olharmos por outro lado, por que deixamos de fazer a coisas? Por que deixamos de falar do reino de Deus? Por que deixamos de manifestar a graça e o amor de Deus para com todos os que nos cercam? Somente existe um motivo, estamos negando ao nosso Senhor, não em palavras, mas em atitudes.

Deixamos de revelar quem somos, somente por que não queremos ser menosprezados, tratados como seres inferiores. Queremos sim, o reconhecimento e a honra. Queremos que os homens nos reconheçam como sábios, como pessoas cultas e não piegas e incapazes de discernir atitudes de ignorantes.

Por isso devemos sempre julgar as nossa motivações, o porquê estamos tomando essa ou aquela atitude. Estamos aqui para sermos filhos, para revelarmos a glória, o amor e a bondade de Deus; mesmo que ao fazermos isso, sejamos desprezados, e não honrados pelos homens.

Como Pedro falou que importavam mais obedecer a Deus que aos homens. Para nós devemos, se de fato amamos ao Senhor, amar mais a Deus e a sua honra que qualquer outra coisa. Por isso devemos sempre julgar as nossas motivações, reconhecer em cada atitude o porquê das nossas ações, porque fazemos isso ou aquilo e o que esperamos receber.

Quando julgamos a  nós mesmos compreendemos o quanto amamos, o quanto estamos rejeitando viver na carne e presos a atitudes que glorificam a nós mesmos e não trazem glória para o nome de Deus.

Em cada gesto, em cada palavra, em cada resposta, devemos refletir sobre a nossa motivação. Se é para a glória de Deus ou se é para recebermos glória dos homens. Se é para fazer a vontade de Deus, porque o amamos, ou simplesmente porque queremos ser reconhecidos e exaltados. Se queremos continuar a sermos religiosos, ou simplesmente filhos do Deus altíssimo e andar segundo a sua natureza. Prefiramos a honra do Senhor a dos homens. Pois a de nosso Deus é eterna e a dos homens, passageira.