“Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos.” (Atos 15:1, RA Strong). “Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés. ” (Atos 15:5, RA Strong). “Ora, Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, concedendo o Espírito Santo a eles, como também a nós nos concedera. E não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós?” (Atos 15:8-10, RA Strong).
O que é institucionalizar? É o mesmo que estabelecer regras, condições, papeis, responsabilidades (cargos) de forma que passe a ser algo que determine o comportamento e a atitude das pessoas que estão naquele meio. Institucionalizar é quando transformamos relações e relacionamentos comuns entre pessoas em processos e regras que suportam um determinado objetivo, de forma que de relações pessoais, passamos a ter relações estabelecidas por regras e condições. Assim é que se formam as “igrejas” diferente da igreja de Cristo, assim que se forma as associações de bairros, os clubes, etc.
Quando começamos a estabelecer regras, condições, forma de agir, o que esperar; quando impomos condições, quando estabelecemos padrões; o que estamos fazendo é tornando o que seria natural, guiado pelo espírito, para ser dirigido por regras e condições humanas, de forma que seja algo previsível, algo padronizado. Quando assim fazemos avançamos na área de condução do Espírito Santo que move o espírito das pessoas que querem ter uma vida guiada pela vontade de Deus. Pois muitas vezes consagramos pessoas para que sejam e não porque são. Fazemos coisas e estabelecemos programas, não porque é natural, mas porque estabelecemos um estereótipo e sabemos o que é esperado que se faça.
Assim foi na igreja antiga, quando os fariseus quiseram introduzir na igreja as prescrições da lei; assim é nos nossos dias. A nossa luta contra a carne, contra o desejo de estabelecer e impor condições, institucionalizando papéis, criando regras, estabelecendo padrão deve sempre ser permanente. Precisamos estar atentos, precisamos lutar contra tudo isso; pois nada disso procede do Espírito e nem de nosso Pai.
A igreja é um local onde revelamos o que somos, onde nossas vidas são guiadas pelo Espírito, para um relacionamento que traduza mais que simplesmente um modo de vida, mas que revela a nossa essência, revela o que somos. Devemos deixar a igreja de Cristo, viver como é da vontade de nosso Deus, e como está traduzida na oração de Jesus e ensinar a todos a terem a suas vidas guiadas pelo espírito. Devemos levar todas as pessoas ao amadurecimento, a não terem as suas vidas guiadas pela carne e nem pela alma; mas sujeitas ao espírito. E este deve estar ligado ao Espírito Santo, para obedecer e cumprir toda a vontade de Deus. Quando há desunião, quando há desentendimento, podemos ter a certeza que a mesma não procede de Deus; mas procede do homem e de sua natureza, não da natureza de Deus e nem é do propósito do nosso Pai.
Não podemos institucionalizar as nossa relações, não podemos transformar a igreja em um local físico ou em reuniões onde nos encontramos para desenvolver alguns procedimentos religiosos (liturgia como dizem os religiosos). O que tem sido as nossas reuniões? O que tem sido os nossos encontros? Local para desempenharmos papéis e funções, ou local para nos relacionarmos, louvarmos, agradecer, bendizermos a Deus juntos. Nessas dividimos as nossas vidas, preocupações lutas, para edificarmos uns aos outros, para ajudarmos uns aos outros ou estamos fazendo outra coisa? Devemos deixar a igreja ser guiada pelo Espírito, não por nós.