Sede sal – negai vos a vós mesmos

“Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma? Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.” (Marcos 8:34-38, BEARA)

Qual o significado de negarnos a nós mesmos? O que significa negar? É o mesmo que não admitir a existência, não reconhecer a existência de alguém ou algo. Negarmos a nós mesmos e não admitirmos a nossa existência para nós mesmos. Compreendemos isso?

Se não negamos a nossa própria existência, se não rejeitamos o viver para nós mesmos, se não rejeitamos qualquer vontade nossa, qualquer querer para nós, se não rejeitamos o atendimento e  a busca de nosso prazer; não somos dignos de reino de Deus. Se não vivemos segundo esse princípio; precisamos repensar o nosso modo de viver. Não estamos seguindo ao Senhor; mas sim, a busca incessamente de nossos interesses, buscamos a satisfação de nossos desejos, o atendimento daquilo que nos dá prazer. Mesmo que disfarcemos isso sob a luz da religiosidade.

Como devemos analisar a nossas vidas quanto a sermos espirituais, a vivermos segundo o espírito e não segundo a carne? Como podemos identificar se estamos sendo carnais ou espirituais, se estamos sendo maduros ou crianças na fé? Não importa se tenhamos um ano de vida de convertido ou vinte anos, como temos vivido é que nos identifica como espirituais ou como a carnais.

Podemos ter vencido a batalha da carne, temos rejeitado os pecados da carne, mas e os pecados da alma? Temos também rejeitado? Podemos já não manifestar o orgulho, a arrogância; e como servimos a Deus? Temos servido, cumprindo a sua vontade independente do que estamos sentindo? Ou para fazer a obra, buscamos o atendimento de nossos desejos? Só fazemos se estamos felizes, ou independente da situação, compreendemos a vontade do Senhor e nos colocamos em realizar essa vontade, mesmo que estejamos passando pelo vale da sombra e da morte?

Fazemos e cumprimos as coisas que Deus nos tem concedido a fazer, pela alegria, consolo e conforto que recebemos após realizar a missão, ou fazemos, simplesmente porque é da vontade do Senhor?

Como vivemos a realidade de nosso dia, nossas obrigações, o nosso serviço, o relacionamento com os nossos superiores, independente da situação, independente de quem, temos realizado porque é a vontade do Senhor, ou fazemos mais ou menos? Não aplicamos o zelo e o cuidado em fazer? Se cuidamos de nossas casas, como temos feito? fazemos com alegria, mesmo que seja um trabalho cansativo, ou fazemos mais ou menos e reclamando?

Em tudo isso, a forma que agimos e porque agimos assim ou assado determinam as razões e objetivos que temos em realizar as coisas. Se fazemos pelo prazer que sentimos, por termos o reconhecimento, por sentirmos felizes com o trabalho concluído, estamos fazendo para agradar a nós mesmos, para termos o sentimento de dever cumprido e não simplesmente porque é da vontade e de nosso Deus.

Negarmos a nós mesmos é colocarmos em nossa vida o propósito de servir ao Senhor e viver para Ele, simplesmente com o intuito de cumprir e viver a sua vontade e não fazer as coisas para termos prazer, para sermos consolados, ou para nos satisfazer; mas a vontade do Pai.