Já pensamos no quanto precisamos amadurecer, no quanto estamos distantes do nosso modelo e exemplo que é o Senhor Jesus? Não podemos nos deixar distrair com tudo que aparece a nossa volta, devemos estar atentos, devemos estar com os nossos olhos fixos naquele que é o autor e consumador de nossa fé, nosso Senhor Jesus. Correr para o alvo, nos desvencilhar de todas as coisas que nos impedem de buscar com todo o zelo, de todo o coração, o viver segundo a vontade e coração de nosso Deus.
Se desejamos ser sal nessa terra, se desejamos fazer diferença no mundo, se desejamos que a glória de Deus encha toda a terra; devemos ter a mesma atitude de jesus: “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” (João 13:1, BEARA).
Quanto houve essa declaração, justamente antes da ceia, antes de ser traído, muito mais que isso, antes de acontecer o que se passou na vida dele com os seus discípulos. Jesus era guiado não por suas emoções, não por seus sentimentos; mas por sua confiança inabalável no Pai. Mesmo tendo sido negado, mesmo tendo sido abandonado, mesmo tendo sido traído por Judas, ele não deixou de amar, não deixou de alertar, não deixou de orar por cada um, mas principalmente, não deixou de amar.
Como precisamos aprender sobre a natureza de Deus, como precisamos morrer para a nossa natureza para que a natureza divina flua através de nós, e não tenhamos nossas vidas guiadas por nossas emoções, nossos sentimentos, nossa vontade!
Quantas vezes ficamos magoados? Quantas vezes ofendidos? Quantas vezes irritados sem qualquer motivo, porque o nosso desejo não está sendo atendido? Temos motivos para nos preocupar com o nosso orgulho? Temos motivos para nos preocupar com os nossos sentimentos? O nosso nome? Quando vamos aprender e compreender que nada disso é agradável a Deus? Quando vamos aprender que o que somos, o que fazemos, nossa capacitação que vem da carne não é agradável a Deus? Precisamos entender que Deus não aceita nada que procede da carne. Deus, o nosso Pai, não deseja que façamos nada para Ele; mas sim, que aprendamos a depender dele, reconhecermos que sem Ele, sem a sua natureza, sem a sua graça, nós não podemos nada, e que tudo o que fazemos, tudo o que somos procedem do seu trono de graça.
Amar as pessoas, amar aqueles que estão a nossa volta não é algo que nasce em nós mesmos, mas sim, é algo que fazemos pela graça, é algo que vem do trono de nosso Deus, e alcança as vidas. Assim como Jesus, se não estivermos andando no espírito, vivendo uma vida guiada pelo Espirito Santo, não seremos capazes de amar as pessoas; pois elas irão nos ofender, irão nos magoar, irão ser agressivas, falarão palavras rudes, até mesmo poderão nos ferir e nos machucar. Mas se vivemos na dependência de Deus, reconhecendo que o que fazemos, o que somos procedem de Deus, e que a nossa razão de viver é revelar Deus, independente do que as pessoas nos fazem e que não temos motivo algum para revidar; então, revelamos a glória e o amor de Deus a todos os homens.
Viver como Jesus, revelar o amor que Jesus tem pelos homens, revelar a graça de nosso Senhor, sermos seus imitadores, termos a ele como o nosso exemplo e nos empenharmos em fazer morrer a natureza humana, para que a vida de Deus flua através de nós deve ser o nosso maior propósito de vida. Se não revelamos o nosso Deus em cada atitude, em cada gesto, em cada ação, não estamos cumprindo o propósito de Deus. Não estamos vivendo o reino de Deus, não estamos enchendo toda a terra com a sua glória.
Amar as pessoas é revelar o amor de Deus através de nós, independente da atitude delas e não depende delas; mas unicamente de deixarmos Deus se revelar por nosso intermédio, fazendo morrer a natureza humana.