Queremos a verdadeira vida?

“Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda.” (João 5:5-8, BEARA)

Pode parecer estranha a pergunta que Jesus fez ao paralítico. Ele sabia que o mesmo estava ali a quase 40 anos e então porque perguntar se o mesmo queria ser curado? Por um simples fato: termos conciência da nossa situação, nosso estado, não necessariamente implica que queremos mudar algo, sermos transformados. Essa é a pergunta que o Senhor nos faz e que devemos fazer a nós o tempo todo: Queremos ser curados?

Podemos reconhecer que o nosso estado perante Deus não seja bom, mas muitas vezes o que buscamos e o que aceitamos de satanás, o nosso acusador, é um alívio de consciência. Ou seja, por estarmos na igreja, por frequentarmos o culto, por termo paciência com as pessoas e poder suportá-las uma vez por semana, já cumprimos o nosso compromisso religioso, e portanto não temos o que temer. Fica, portanto, a pergunta: queremos ser curado do cancer que nos consome e nos destrói, destrói os nosso relacionamentos, destrói a nossa comunhão com Deus, que é o pecado? Queremos a cura? Queremos viver livres desse cancer que nos mata e nos mantém separados de Deus?

Palavras que o Senhor proferiu: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (João 5:24, BEARA). O ato de crer não é algo que fica só na teoria; mas que nos leva a uma vida prática compatível com o que dizemos crer e ser. Não posso dizer que sou filho de Deus, se não vivo segundo a sua natureza, ou seja, se todo o propósito de minha vida está em buscar a santificação e viver uma vida que seja compatível com a natureza divina que recebemos. Quando cremos, quando amamos o Senhor, nós nos movemos em sua direção, em busca da sua semelhante, pela graça salvadora que nos educa em todo o processo de compreender e viver segundo o coração do Pai. Por isso, crer implica que de fato reconhecemos o pecado como algo que nos afasta do Deus vivo, que nos concede a verdadeira vida, e que portanto, nos afastamos dele (o pecado) para que a vida de Deus se revele através de nós.

Então fica a pergunta: Queremos vida? Queremos a cura? Ou desejamos somente ser religiosos e nenhum compromisso com Deu, o autor da vida? Jesus afirmou: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.” (João 5:39-40, BEARA). O que identifica que queremos ter vida e que vamos até o Senhor? O que falamos? O que pregamos? Não, a nossa atitude no dia a dia, em cada momento, quando enfrentamos os desejos de nossa natureza humana, quando nos vemos diante das provações, e das ciladas do diabo, e decidimos morrer para nós mesmos, para os nossos desejos e vontade para que o Senhor seja real e efetivo em nosso viver diário.

Ir ao Senhor é nos sujeitarmos a cruz, é morrermos para nós; para que a vida de nosso Deus flua através de nós e Ele se manifeste com todo o poder e toda a glória através de nosso corpos mortais, ou buscamos a glória dos homens? Como Jesus falou: “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?” (João 5:44, BEARA).

O que queremos? A verdadeira vida? A morte? A separação de Deus? Vivamos como filhos revelando a graça e o amor, morrendo para nó mesmos e revelando o Deus da glória!