“Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.” (Mateus 26:38, BEARA). “Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.” (Mateus 26:39, BEARA). “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41, BEARA) . “Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.” (Mateus 26:42, BEARA). “Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.” (Mateus 26:44, BEARA). “Jesus, porém, lhe disse: Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando-se eles, deitaram as mãos em Jesus e o prenderam.” (Mateus 26:50, BEARA). “Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder?” (Mateus 26:53-54, BEARA).
O quanto já meditamos nessa passagem, nesse momento de maior angústia, e como o próprio Senhor falou: “minha alma está profundamente triste”? Já meditamos nas ações de Jesus? Já meditamos em suas atitudes frente ao que estava para enfrentar, sabendo quem era e o que poderia fazer ou pedir? Podemos observar que não se trata de uma questão de ter poder, mas de decisão sobre o que fazer! Sobre o que é melhor! Sobre escolhas!
Não poderia o Senhor destruir a todos naquele lugar? Não poderia acabar com todos os problemas simplesmente determinando a destruição da raça humana? Quem eram os amigos do Senhor naquela hora? Quem foi seu amigo e suportou todo o seu momento de sofrimento? Os discípulos que andaram com ele durante três anos? Não, nenhum. Quem não era a favor de sua morte, o tinha abandonado. Todos o abandonaram, ele ficou sozinho com toda a carga do sofrimento, não teve nem quem compartilhasse com ele, um pouco do seu sofrimento. Seus discípulos, antes de o abandonar, dormiram, enquanto ele orava ao Pai.
Já olhamos essa situação por esse prisma? Já analisamos a situação sobre este ponto de vista? Quantas vezes somos abandonados pelas pessoas? Quantas vezes ficamos sozinhos com os nossos sofrimentos e dificuldades? Quantas vezes encontramos em nossa jornada pessoas que querem nos magoar, ofender, ou mesmos nos prejudicar, sem que tenhamos qualquer tipo de culpa? Que atitude tomamos? Que pensamentos vêem a nossa mente só porque as pessoas não fizeram o que desejávamos?
Paremos e meditemos um pouco. Pensemos em cada momento de dificuldade, em cada situação vivida, em cada oposição enfrentada. Qual foi a nossa atitude? Quais foram os nossos pensamentos? Qual foi a nossa oração a Deus?
Não foi que Deus destruisse, acabasse com aquelas pessoas? Que viesse com os anjos e acabasse com tudo e que tirasse todos os problemas de nossa frente?
Qual foi a atitude de Jesus? Não foi de amor e desejo de cumprir a vontade do Pai? Não foi de revelar o amor para com todos, mesmo para com os que aparentemente não mereciam? Não foi de abrir mão de seu poder, para que aquelas vidas conhecessem da graça, compaixão e do amor do Pai?
E nós? O quanto estamos dispostos a morrer para os nossos desejos, nosso orgulho, arrogância, prepotência, impaciência, hipocrisia, para que o amor do Pai, a sua compaixão, misericórdia, paciência, mansidão alcance a cada coração com quem nos relacionamos no nosso dia?
Que atitudes vamos tomar frente as situações que temos que enfrentar? Ser sal ou não?