Coração tocado pela misericórdia de Deus

“Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.” (Lucas 19:8-9, BEARA)

Compreendemos a atitude de Zaqueu? Entendemos o quanto ele excedeu a lei? Temos entendimento de sua decisão?

A lei prescrevia que tudo que tivéssemos defraudado alguém deveríamos restituir em dobro. Imagine o que Zaqueu fez quando compreendeu quem era Jesus. De tudo que tinha, deu a metade, e nós nem sempre somos capazes de dar alguma coisa; e para aqueles que tinham sido defraudados por ele, não ia restituir o dobro, mas quatro vezes mais. Essa é a atitude de uma pessoa convertida, de uma pessoa que experimenta da graça de Deus e compreende o seu amor.

Zaqueu em sua atitude demonstrou onde estava colocando o seu coração, com quem queria viver a partir daquele momento. E nós qual tem sido a nossa atitude? Temos entendimento e compreensão da misericórdia de Deus? Temos compreensão do seu amor, e da importância do nosso testemunho através de nossas ações? Ou achamos que somente palavras levam as pessoas a desejarem e a se submeterem ao amor de Deus?

As nossas ações revelam quem somos, onde temos colocado o nosso coração, o que queremos de fato, e no que damos importância. Precisamos entender que o passado não faz diferença, o quanto erramos ou o quanto acertamos com relação aos valores da sociedade, a questão de moral, de uma vida correta ou certa perante dos valores humanos. Mas o que importa são as nossas atitudes, as decisões que tomamos, as ações que realizamos do momento em que conhecemos o amor de Deus e nos submetemos ao Senhor Jesus. Não importa o quanto erramos e nem os erros que comentemos, mas sim, a prontidão e o desejo de nosso coração em servir, amar e nos mover para revelar a graça e o amor de Deus que foram derramados em nossas vidas.

Precisamos nos prender aos valores e as coisas desse mundo? Precisamos nos prender a bem materiais, como se fossem a única coisa que tem valor? Ou confiamos em nosso Deus? Sendo ricos ou pobres, devemos aprender a dividir, a repartir, a dar o muito ou pouco que temos de forma a suprir a necessidade do outros. Precisamos compreender o que seja a justiça divina, não justiça, como compreendemos no mundo; mas a justiça do reino de Deus. Justiça que nosso Pai, distribui e concede a todos os homens com equidade. Precisamos entender essa justiça como a distribuição, o repartir do que temos com quem não tem nada, assim como Deus concedeu nos da sua vida, da sua graça, concedeu a nós da sua natureza, levando-nos a um novo nascimento, a reconciliação com Ele, sem que merecessemos, sem que tivéssemos qualquer direito a receber. Essa é a justiça divina.

Como filhos precisamos compreender essa natureza de nosso Deus, e viver segundo a mesma natureza, em toda a retidão (não segundo o pensamento dos homens, mas de Deus), em todo amor (não amor oriundo da natureza humana, que exclui, mas segundo o amor de Deus, que inclui a todos, independente de quem sejam, e do quanto a sociedade os rejeita), em toda a graça que flui em nossas vidas, (mas não segundo a graça limitada humana, que dá segundo o merecimento, mas segundo a graça divina, que nos concede tudo sem qualquer merecimento). Esse é o nosso Deus, esse é o Deus que se manifestou a Zaqueu, que nos fala hoje, e que deseja que experimentemos da verdadeira vida.

O quanto queremos exceder a justiça dos homens, o quanto queremos exceder a lei?