Sois o sal da terra

Primeiro dia de um novo ano segundo o calendário cristão, comemoramos a virada, celebramos com nossas famílias e amigos ou ficamos sozinhos. Tivemos abundância ou falta. Havia fatura ou estávamos com fome e não tínhamos nada para nós ou para os nosso filhos.

Vivemos em um mundo de contradição, onde impera o egoísmo, o orgulho, o desejo de ser vencedor e nunca perdedor, de sempre receber e nunca dar, de acumular e nunca repartir, de pensar primeiro em nós mesmos, depois nos outros (se tivermos a chance de pensarmos nos outros). Queremos sempre mais, sempre do mais moderno, sempre do mais novo, sempre uma casa maior, um carro maior ou melhor, uma televisão mais avançada, um celular mais poderoso. Com nossas atitudes, veja, não conforme pregamos, mas com nossa atitudes, mostramos que se alguém não tem, é um perdedor, se não mora em um local tal, ou bairro tal, não é uma pessoa de sucesso. Pegamos todas as nossas economias e focamos todo o nosso esforço em nos igualarmos aos outros, em sermos semelhante as outras pessoas, para mostrarmos que também somos vencedores; pois o mundo não suportar perdedores. Além dessas atitudes, ainda, somos capazes de termos a seguinte atitude: só colocamos o nosso esforço em fazer algo, se formos lucrar; caso contrário não movemos uma pena.

Ou somos daqueles que pensam e fazem diferente do que o mundo faz? Somos capazes de ouvir uma ofensa, e continuar a amar e a honrar a vida? Caminhamos duas milhas, porque nos exigiram caminhar uma? Somos capazes de ver alguém com necessidade e repartirmos? Somos capazes de deixar de comprar um carro ou uma casa para dividirmos com quem necessita? Somos capazes de entrar na casa de uma pessoa paupérrima e a tratarmos como seres humanos semelhante a nós? Somos capazes de dispender o nosso tempo em favor daqueles que necessitam, de gastarmos duas a três horas para ouvir quem não tem com quem conversar? Somos capazes de ouvir e ver a miséria do mundo e nos compadecermos e revelarmos misericórdia? Somos capazes de tratar a pessoa que  nos servem em nossas casas, em nossas empresas reconhecendo que são pessoas como nós, ou achamos que são pessoas inferiores e com o menor merecimento de compaixão, graça, misericórdia e atenção? Somos capazes de chamá-los para sentar em nossa mesa na hora da reifeição e orar conosco agradecendo a Deus?

Jesus disse aos seus discípulos e nos diz ainda hoje: “— Vocês são o sal para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam.” (Mateus 5:13, NTLH).

Temos sido sal, ou temos sido algo sem sabor. Temos cumprido a nossa missão nesse mundo, ou não fazemos a menor diferença? Se não temos feito diferença onde estamos, onde colocamos as plantas de nossos pés; então, não temos cumprido a nossa missão, não temos sido instrumentos de Deus para revelar amor, graça, misericórdia, bondade e não temos sido agentes de Deus para transformação do mundo.

Queremos viver no mundo com cidadãos do mundo, com os mesmos valores ou queremos ser cidadãos do reino de Deus e andar segundo o príncípio do reino de Deus.

Início de ano, momento de reafirmar o propósito com Deus, reafirmar a aliança e o compromisso, de lembrar quem somos e porque estamos aqui. Somos filhos, para sermos imitadores de Deus, imitadores em todas as coisas. Devemos seguir o exemplo de Jesus na cruz, de viver plenamente a vontade Deus segundo o coração do Pai  e não o nosso.

Façamos um compromisso conosco mesmo, de todos os dias, neste ano, ao levantarmos, ou ao deitarmos, lembrar quem somos e porque estamos aqui, e o que temos feito de diferente para revelarmos ao mundo o nosso Senhor e para fazermos diferença onde estivermos.