Jesus no sermão da montanha afirmou que deveríamos exceder a lei. Deveríamos fazer mais do que estava prescrito. Por isso devemos observar o que está escrito na lei, e avaliarmos se temos feito o que a lei determina ou se temos ido além dela.
Se não temos sido capazes de viver as palavras do Senhor, o que devemos fazer? O que ocorre conosco? O que não entendemos? Por isso, quando Moisés fala que: “Não afligirás o forasteiro, nem o oprimirás; pois forasteiros fostes na terra do Egito.” (Êxodo 22:21, BEARA), ou que “A nenhuma viúva nem órfão afligireis.” (Êxodo 22:22, BEARA), ou mesmo “Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como credor que impõe juros.” (Êxodo 22:25, BEARA), ou se temos ou não a seguinte atitude: “Não espalharás notícias falsas, nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa.” (Êxodo 23:1, BEARA), ou mesmo se temos ou não seguido a multidão, pois Moisés afirmou: “Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito. Nem com o pobre serás parcial na sua demanda.” (Êxodo 23:2-3, BEARA) , ou então, “Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás.” (Êxodo 23:4, BEARA), ou “Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo. ” (Êxodo 23:5, BEARA), e também, “Não perverterás o julgamento do teu pobre na sua causa.” (Êxodo 23:6, BEARA), ou “Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio.” (Êxodo 23:7, BEARA) e “Também suborno não aceitarás, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos.” (Êxodo 23:8, BEARA).
Quais têm sido as nossas atitudes? Temos afligido àqueles que trabalham para nós? Como temos portado com relação a falar mal das pessoas? Como temos agido com o necessitado ou com irmãos quando emprestamos dinheiro? Como temos tratado as coisas que não são nossa e encontramos? Como temos agido com as pessoas que nos odeiam, ou mesmo que odiamos (pois odiar não deveria nem fazer parte do nosso vocabulário)? Temos aceitado e incentivado o subordono? O que consideramos suborno? Molhar a mão de um guarda de trânsito, ou de um fiscal da receita é um suborno, ou não? Temos acusado pessoas ou falado mal sem efetivamente sabermos a verdade, simplesmente estamos repassando o que ouvimos?
Enquanto vivermos o reino de Deus da mesma maneira que se vivíamos no mundo, estamos sendo crianças espirituais, e não compreendemos a nossa morte na cruz. Sem a nossa morte, ou seja, a morte da carne, a morte para os desejos, pensamentos e atitudes que são padrão desse mundo, não haverá vida.
Precisamos deixar de ser crianças e deixarmos de agir como agíamos no mundo. Agora que fazemos parte do reino de Deus, temos de viver segundo o padrão desse reino. O padrão que Jesus nos deixou está muito acima dos comentários realizados anteriormente.
A medida que aprendemos a morrer para os nossos desejos, a medida que reconhecemos a nossa morte na cruz, a medida que aceitamos essa morte, e compreendemos que não estamos mais debaixo do domínio do pecado, então aprenderemos a nos sujeitar a vontade do nosso espírito que está em comunhão com o Espírito Santo e que nos ensina como devemos viver de forma a agradar a Deus.
Morrer é uma decisão, se não morrermos para nós mesmos, se não morrermos para a nossa vontade, não compreendemos a obra de Cristo na cruz e não entendemos o que é o reino de Deus. Não se vive o reino de Deus sem viver segundo a vontade do Pai. O nosso Deus não negocia, não existe meio termo. Qualquer coisa proveniente e vivida ou realizada através da carne e pela carne, não é aceita pelo nosso Deus. Precisamo morrer para que Cristo viva através de nós, e levemos uma mensagem que vá além do que está prescrito na lei.