“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” (Mateus 9:36-38, BEARA).
O que é compadecer? O que é ter compaixão? Compaixão, compadecer é tomarmos para nós a dor, o sofrimento dos outros como se fossem nosso. É nos colocar em seus lugares, é compreendermos o que passa nos seus corações em suas vidas. Sem compaixão não somos capazes de nos mover em favor das pessoas. A dor delas, o seu sofrimento é algo distante, é algo que nós não temos nada a ver. Somente quando temos compaixão somos capazes de agir em favor vidas.
Temos vivido momento de sofrimento para tantas vidas, perdas por caussa de chuva, perdas materiais, perda de familiares e amigos. Pessoas que nesse momento sofrem, e nós o que fazemos? Somos capazes de dividir o que temos? Somos capazes de nos mover para ajudá-los? Ou por estarem distantes de nós, somente vemos os noticiários, comentamos e o assunto morre por ai mesmo? Se assim fazemos, não temos compaixão, não somos capazes de nos compadecer por essas vidas.
Se estendermos o mesmo raciocínio para aspectos espirituais, para as necessidades maiores das pessoas, como estamos agindo? Temos a mesma atitude de Jesus para com as pessoas ou não? Existe em todas as pessoas um desejo ardente de encontrar vida, de ter a sede saciada, de desfrutrar o verdadeiro prazer e alegria de viver, de ser completado. Somos capazes de ver essas vidas e nos mover em seu favor, porque temos a fonte da vida em nós? Porque experimentamos e sabemos que podemos conceder graça, amor e conduzí-las ao conhecimento do Pai? Se não somos capazes de nos mover, então, não temos compaixão. Estamos simplesmente, sendo egoístas e pensando somente na satisfação de nossas necessidades.
Quando não vemos as necessidades das pessoas, quando não compreendemos e não somos capazes de sermos solidários, então, não somos capazes de fazer o que o Senhor Jesus falou, que é clamar ao Pai por trabalhadores, e não só clamar, mas de nos colocar a disposição de Deus como instrumentos para que Ele realize a sua vontade; isso, porque não vemos a seara.
Até onde nos enganaremos com a nossa religiosidade? até quando nos deixaremos mover pela natureza humana? Até quando seremos homens carnais? Até quando viveremos como vivíamos no mundo? Precisamos deixar de ser crianças espirituais, precisamos deixar de viver de forma egoísta, segundo a natureza e vontade de nossa carne e nossos pensamentos. Devemos submeter tudo, aos pés da cruz, precisamos morrer para nós; para que a natureza divina, que nos foi concedida no novo nascimento, se manifeste; e não vivamos mais como crianças, mas como homens espirituais, como pessoas que conhecem do coração de Deus e se deixam guiar pelo Espirito Santo, que nos revela, nos fala de toda a vontade do Pai, e nos guia em no atendimento do seus desejos.
Quando nos submentemos, quando, dia após dia, morremos para nós mesmos, pegando a nossa cruz, não olhando para trás; mas olhando para o alvo, para o nosso Senhor, para a sua vontade; não deixaremos de ter compaixão pelas vidas. E assim, não somente veremos a seara, veremos, também, as necessides das pessoas, e então nos moveremos em favor dessas vidas e faremos mais; pois clamaremos ao Senhor que mande mais trabalhadores. Trabalhadores que queiram ser sal, que desejam fazer diferença, e levar não uma religiosidade, mas distribuir vida, graça, bondade, amor, compaixão que procedem do trono de Deus, através de nós, a todas as vidas.