Sede sal – não se deixar enganar

Julgar os motivos de nosso coração, a razão e porquê das coisas que desejamos. Questionarmos a nós mesmos pelas coisas que fazemos, compreender as nossas motivações. Devemos sempre fazer isso, devemos sempre nos questionar, levantar os pontos que são importantes de nossas vidas e as nossas motivações. Sabemos que vivemos uma vida em constante luta contra a carne. Uma vida vivida para o Senhor, implica em pegar a cruz e morrer. Declarar a morte todos os dias, reconhecer e sempre nos lembrar que morremos com Cristo. Não vivemos para nós, não estamos aqui para atender os desejos e caprichos de nosso coração, mesmo que estejam carregados de boas intenções com relação ao reino de Deus.

Mas como devemos julgar a nós mesmos? Como por a prova as nossas motivações? E como ser sábio o suficiente para por a prova e não nos deixar enganar?

Existem dois aspectos que precisamos sempre lembrar, prirmeiro: a questão do fruto que produzimos, segundo a questão do porque fazemos as coisas. Por isso Jesus afirmou: “Assim, toda árvore boa produz bons frutos (falando dos falsos profetas), porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.” (Mateus 7:17-18, BEARA), e na sequência jesus afirmou: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. ” (Mateus 7:21-23, BEARA).

Não é o que fazemos que nos faz filhos de Deus; mas sim é uma questão de natureza, e tendo a natureza, devemos julgar as nossas motivações e viver segundo essa natureza.

De natureza falamos de frutos, daquilo que produzimos, daquilo que somos e como pessoas nos reagimos as situações, as pressões e a comportamento. E principalmente, a decisão que tomamos aos pés da cruz de morrer com Cristo. Se morremos, fomos libertos do pecado. Se fomos libertos do pecado, ele não tem domínio sobre nós. E recebemos de Deus da sua natureza e toda a capacitação para vivermos segundo a sua vontade (2 Ped 1:3-4). Se recebemos toda a capacitação, se fomos libertos do domínio do pecado não podemos viver mais segundo a velha natureza, devemos fazer morrer essa natureza e viver segundo a natureza de Deus (santificação). Como filhos revelamos os frutos do Espirito (gl 5:22-26).

O segundo ponto é o que fazemos: fazemos para o Senhor, ou para receber glória? Queremos mostrar quem somos? queremos mostrar o quanto somos bons? queremos fazer porque desejamos ser recompensados? Queremos ser merecedores da salvação de Deus? Queremos receber elogio das pessoas? Queremos ter pessoas a nossa volta para nos agradar e servir? Esses pontos somente Deus e a própria pessoa para julgar. Quanto fazemos as coisas, mas não revelamos os frutos do Espírito, e não estamos em uma jornada de crescimento, amadurecimento, levando a um revelar cada vez maior da natureza divina (santificação); não estamos andando segundo o coração de Deus.

Queremos ser filhos, queremos viver a vontade do Pai? Devemos morrer para nós mesmos, devemos seguir o exemplo de nosso Senhor, que sendo o que é, abriu mão, para cumprir o propósito e a vontade de Deus.

O reino de Deus se expandirá segundo o coração e a vontade do Senhor, quando morremos para nós mesmos, quando submetemos a total dependência de Deus, quando reconhecemos que a obra é sua e não nossa, quando no nosso coração, coração transformado, compreendemos que não somos nós, não depende de nós qualquer coisa; mas sim de reconhecermos a total dependência da condução do Espírito Santo, e viver em obediência, não por temor, mas por causa de quem somos, por causa do reino e da vontade do Pai.