Sede sal – atitude para com os outros

O que desejamos que as pessoas façam para a gente? O que desejamos receber das pessoas? Que atitude esperamos delas? Como queremos que elas nos tratem?

Agora, vamos analisar o que temos feito para as pessoas, quais são as nossas atitudes? Quais são as nossas palavras? Que tom empregamos? Que forma de falar? Como tratamos? Tratamos com respeito ou com falta de respeito? Honramos ou desonramos as vidas que estão a nossa volta? Nós respeitamos as pessoas, ou somos capazes de difamá-las? Matratá-las? Propagar fofocas? Sempre as cumprimentamos ou não?

Jesus afirmou o seguinte: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas. ” (Mateus 7:12, BEARA).

Por que queremos ser bem tratados, se não tratamos os outros bem? Por que desprezamos aqueles que são serviçais, ou estão abaixo de nós dentro da cultura e valores da sociedade e não esperamos que aqueles que estão acima de nós, nessa estrutura, nos tratem diferente? Por que queremos que os nossos superiores hirárquicos sejam educados e conversem de forma paciente; se não somos para com aqueles que estão debaixo de nossa responsabilidade? Por que queremos que nossa esposa nos trate com educação, com palavras delicadas, se nós não temos feito a mesma coisa? Por que queremos que nossos filhos nos honrem e nos respeitem, se não somos capazes de respeitá-los?

Podemos estender esses questionamentos de forma a abranger as pessoas que nos atendem prestando serviço, seja em um hospital, hotel, aeroporto, rodoviária, banco, no mercado, na feira. Estamos sendo educados? Tratamos com respeito essas vidas? Ou nos posicionamos de forma arrogante, irritados, maliciosos, e cheios de cinismo?

Se queremos ser respeitados como pessoas, devemos respeitar. Se queremos honra, devemos honrar. Se queremos que não falem mal de nós, devemos nós não falar mal das pessoas, não ouvir quem fala mal e compartilhar com essas pessoas as atitudes que não queremos que tenham para com as nossas vidas. Se queremos que nos amem, devemos amar. Se queremos receber compaixão, misericórida, bondade, devemos fazer o mesmo para com aqueles que esperam receber o mesmo de nós.

Não podemos ter atitude diferente de Jesus. Ele não só falou, mas fez. Ele demonstrou em atitude como devemos agir. Foi abandonado, negaram-no, não o honraram; mas ele continuou amando, honrando, tendo compaixão, revelando misericórdia, bondade e graça para com todos, independente do que recebia.

Queremos ser sal? Se sim, devemos rever todo o nosso posicionamento. Devemos antes de mais nada olhar o nosso exemplo, o nosso alvo (Jesus). Depois olharmos as nossas vidas e ver como temos agido com as pessoas. Devemos também, olhar o que temos recebido, ou seja, que atitude, que modo de falar, que ações que nos desagradam. E devemos, por último, avaliar o que temos feito para com as pessoas. Ao fazermos isso, estabelecemos, um compromisso conosco de mudança, de alteração de comportamento, não porque damos conta, não porque somos bons para fazer isso; mas porque recebemos da graça, da capacitação e da natureza de Deus que nos leva a viver de forma que lhe agrada.

Não coloquemos metas e desafios grandes, mas pequenos passos. Imaginemos o que desejamos ser, e coloquemos em um papel. Analisemos todas as nossa atitudes, e coloquemos meta de mudar, um por vez. Deus já nos capacitou. Só precisamos abrir os nossos olhos e compreendermos pela fé que já recebemos tudo de nosso Pai para vivermos de modo digno do evangelho. Devemos honrar ao Senhor, devemos demonstrar em atitudes que o amamos, mais que tudo, inclusive acima de nosso orgulho, egoísmo e arrogância.