“Vós sois o sal da terra; ” (Mateus 5:13, BEARA), “… sois a luz do mundo.;” (Mateus 5:14, BEARA). “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. ” (Mateus 5:16, BEARA). “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” (Mateus 5:17, BEARA). “Aquele, …, porém, que os observar e ensinar (mandamentos), esse será considerado grande no reino dos céus.” (Mateus 5:19, BEARA). “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus (religiosos e moralistas), jamais entrareis no reino dos céus. ” (Mateus 5:20, BEARA).
Jesus foi para nós muito claro em suas explicações, e quando Ele afirmou que se o sal perder o seu sabor; ou seja, a sua função, para nada mais serve a não ser jogado fora. Ele disse que somos sal, que somos luz, e que devemo em muito exceder a justiça dos religiosos de sua época. Nos nossos dias, não devemos pensar diferente; mas devemos nos questionar quem estamos sendo: cristãos, seguidores de Jesus ou religiosos e moralistas? Pregamos uma coisa e fazemos outra? Aceitamos a lei, como mandamento de Deus; mas em nossos atos rejeitamos, não praticamos, ou declaramos que é impossível de vivê-la? Quem temos sido? O que tem a nossa vida refletido? Revela o sal que devemos ser, ou o religioso que somos?
O nosso coração e a nossa mente desejam as coisas corretas, mas se estamos vivendo uma vida em pecado, ou seja, uma vida que não reconhece a libertação que recebemos na cruz de Cristo, então não experimentamos a graça salvadora, o conhecimento do Deus verdadeiro e não temos desfrutados de sua comunhão, e do lavar regenerador do sangue de Cristo. Pesa em nós o medo. Medo da morte, de perder, de sofrer o dano, de ser ofendido e maltratado, ser magoado, de ter os planos e desejos frustrados, de perder. Quando existe esse medo, nós ainda não experimentamos a graça salvadora de nosso Deus e o poder libertador que conseguimos na cruz, e nem experimentamos do amor e graça abundante do Pai que são derramados em nosso coração pelo Espírito Santo.
Sendo filhos, recebendo o poder do alto, então, não existe limite, não existe restrição para vivermos, para vencermos cada batalha que nos é proposta, e experimentarmos em nossa caminhada, a cada passo, o poder libertador e a capacidade, que provém de Deus, para excedermos em muito a justiça dos homens e da lei.
Se vivemos uma vida que não conseguimos estar além das determinações moralistas da sociedade, além das leis dos homens, ou mesmo além do que determina da lei dada por Moisés, ainda não morremos para nós mesmos, ainda não morremos na cruz com Cristo, ainda mantemos a nossa natureza humana viva e forte.
Se queremos exceder, fazer o que Deus deseja, sermos filhos, representantes do reino, devemos então morrer, e fazer morrer, todos os dias todo e qualquer desejo da natureza humana; pois a mesma é contrária a Deus. Esta atitude, de fazer morrer, não é algo que fazemos uma vez, mas, sim, reconhecemos que morremos pela fé,na cruz com Cristo, e a cada dia, a cada momento que somos colocados diante das situações, devemos declarar a nossa morte na cruz, e aceitar e nos submeter ao que Jesus falou que deveríamos fazer como cidadãos do reino, como filhos de Deus.
Os filhos receberam o poder, e toda a capacitação para sobrebujar a justiça dos religiosos, mas para vencermos devemos, em cada situação, declarar a morte da natureza humana, devemos não ter medo de ser ofendido, magoado, maltratado. Ou ter medo de perder, de sofrer, ou mesmo ser chamados de perdedores; pois para esse mundo (se escolhemos o reino) já somos perdedores. Por isso, nessas situações, devemos lembrar da palavra e determinação de Jesus sobre o que fazer, e devemos escolhê-las, pois somos livres. Fomos libertos do poder do pecado, do domínio que ele tem sobre a natureza humana que nos impede de viver plenamento o que está no coração de nossos Deus.