Quem ama…

“Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.” (1 Coríntios 13:4-7, NTLH)

Compreendemos que o amor vem de Deus, que é derramado em nossas vidas pelo Espírito Santo, assim como a graça. Sabemos que nós por nós mesmos não temos qualquer coisa boa que possamos dar as pessoas que nos cercam; mas recebemos de Deus, e por recebermos de Deus, devemos, como instrumentos, conceder a todos, sem exceção, sem regras e sem condição.

Temos recebido o entendimento que Deus nos ama, mas não ama o nosso pecado; compreendemos que devemos amar as pessoas e não pecado que as mesmas cometem; e precisamos amar as pessoas como nós nos amamos. Somos capazes de amar a nós mesmos, desejar o melhor para nós; mas não conseguimos amar as nossas atitudes e nossos erros e desobediência daquilo que seja o cumprir a vontade de Deus como seus instrumentos.

Quando compreendemos que devemos amar as pessoas não os seus atos, e conseguimos separar as pessoas de seus atos, como nós separamos em nossas vidas; então, se somos capazes de continuar nos amando, mesmo errando; comprendemos o princípio do amor.

Porque podemos amar, nós compreendemos; pois o amor que concedemos aos que nos cercam, não provém de nós, mas recebemos de Deus, e recebemo, porque nascemos de novo, porque entregamos nossas vidas a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas. Se assim, fizemos, então temos o fundamento que nos leva a amar as pessoas, independente de quem são e do que venham fazer, assim como o nosso Deus ama.

Quando entendemos essa separação entre pecador e pecado; e de onde provém o amor, aprendemos sobre paciência, sobre bondade, sobre a razão do porque não ser orgulhoso, nem arrogante, nem vaidoso, pois no amor não existe espaço para manifestação desses sentimentos da natureza humana e pecaminoso. Aprendemos isso com o nosso Deus e sua atitude para conosco.

Nós aprendemos a nos alegrar, quando por menor que seja, as pessoas a nossa volta fazem algo de bom; mas choramos quando erram, não as condenamos. Aprendemos a clamar, e a colocar o nosso coração em querer que aprendam, mesmo que venham a nos ofender e a magoar. Não existe razão para deixarmos de fazer isso; porque aprendemos a não desisitir de  ninguém, assim como Deus não desistiu de nós, assim como nós mesmos não desistimos de nós. Aprendemos a ter paciência, a perserverarmos e compreendermos que a obra é de Deus, e é ele quem opera, quem realiza, quem ensina e quem leva as pessoas ao crescimento, assim como ocorre conosco.

Amar é não desisitir nunca, é insistir sempre mesmo que sejamos rejeitados e refutados em todas as nossas palavras e atitudes, e por mais que sejamos magoados e ofendidos, mas não nos deixamos nos abater, pois não existe motivo para orgulho e vaidade em nossas vidas. Quando fazemos assim, compreendemos a atitude de Jesus de se oferecer por nós quando ainda éramos pecadores e estávamos separados de Deus. Amar é sempre ter a convicção que o próximo passo, a próxima atitude leverá as pessoas a compreenderem o amor e a graça de Deus que nos são concedidos sem qualquer limite e sem qualquer restrição, de forma abundante. Devemos revelar esse amor e a sua graça da mesma forma a todas as pessoas, pois somos a forma visível do nosso Deus se manifestar aos homens.  Se não fizermos, quem fará?