O nosso limite

Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros.” (Mateus 5:41, NTLH)

Quando devemos dizer basta? Qual o limite? Existe de fato para nós que nos consideramos filhos de Deus, pessoas que receberam da natureza e da glória de Deus, que receberam todo o poder do alto, limite, regras e condições que devemos impor a quem quer que seja? O nosso Deus diz basta para as nossas limitações? Imperfeições? Erros que cometemos? Ou sempre confiamos em suas promessas, em sua misericórdia que se renova dia após dia?

Quem somos para questionarmos o que está acontecendo? Quem arrogantemente achamos que somos e quão bom achamos que somos que podemos dizer basta para cada situação que vivemos?

Quando achamos que estamos no limite, que estouramos toda a nossa capacidade para suportar a ignorância e as atitudes dos outros bem como sua postura, devemos lembrar que para o nosso Deus a jornada ainda nem começou. Ele com sua graça infinita, com o seu amor sem qualquer parâmetro que possamos medir; se revela ainda mais misericordioso, mais graça concede, mais amor revela, nos mostrando quem somos e o quanto somos limitados, porque não deixamos que seu amor flua, que sua graça se extravase através de nós.

Precisamos aprender que quando estamos no limite, o nosso Deus, ainda não deu o primeiro passo; pois se o desse, seríamos destruídos, pois quando achamos que chegou o limite, demonstramos arrogância e prepotência. Precisamos entender que não importa a atitude dos outros, e sim a nossa, e sim quem somos, e sim como temos reagido diante da situação.

Quando agimos diferente da natureza de nosso Deus, nós estamos simplesmente demonstrando o quanto somos imaturos, o quanto ainda não crescemos e amadurecemos e que precisamos mais da graça, do amor e da misericórdia de nosso Deus, por causa do que Ele fez por nós.

Precisamos compreender o que seja ser manso, como o Senhor falou no sermão da montanha: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. ” (Mateus 5:5, BEARA). Manso não é a pessoa que é cheia de paciência, não é aquele que fica parado, mas sim, aquele que sabe quem é, que sabe quem é o seu Deus, que tem plena confiança que todas as coisas, sem qualquer restrição, sem qualquer limite esta debaixo do plano e do propósito de Deus. E tudo que ocorre tem o Seu controle. A pessoa mansa, compreende a sua condição de miserabilidade, de incapacidade, se coloca plenamente nas mãos de Deus, em total dependência, é perseverante, sabe da vontade de Deus, do seu plano e do propósito de vida; mas sabe que as limitações, as restrições, as resistências, as ofensas, as perseguições, não tem como origem as pessoas em si mesmas, mas são permitidas pelo Criador, para nos forjar, forjar outras pessoas para que a obra do Seu reino seja realizada da melhor maneira possível, dentro do seu querer e propósito.

Quando estamos diante de situações como ter que fazer novamente, fazer mais porque nos pedem; precisamos lembrar do que Jesus falou, e precisamos, aprender a ser manso e descansar em Deus, sabendo que Ele é o Senhor de tudo e que nada passa desapercebido diante de seus olhos. Nós não exergamos um segundo a frente do nosso tempo, o nosso Deus sim.

Deus deseja filhos e forja filhos que sejam comprometidos com a Sua natureza, com o Seu caráter para que sejam usados da melhor maneira para o Seu reino. As situações que vivemos não são resultantes das ações das pessoas, mas única e exclusivamente da vontade e do permitir do Pai. Caminhemos com quem for, o quanto for preciso para que a vontade de Deus seja realizada e sua glória conhecida de todos os povos.