Leis humanas

“Jesus respondeu: — E por que é que vocês desobedecem ao mandamento de Deus e seguem os seus próprios ensinamentos? Pois Deus disse: “Respeite o seu pai e a sua mãe!” E disse também: “Que seja morto aquele que amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe!” Mas vocês ensinam que, se alguém tem alguma coisa que poderia usar para ajudar os seus pais, em sinal de respeito, mas diz: “Eu dediquei isto a Deus”, então não precisa ajudar os seus pais. Assim vocês desprezam a mensagem de Deus para seguir os seus próprios ensinamentos. Hipócritas! Isaías estava certo quando disse a respeito de vocês o seguinte: “Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem meus mandamentos.” ” (Mateus 15:3-9, NTLH)

Por que fazemos mandamentos e ensinamentos que são segundo o coração e natureza humana? Por um simples motivos, porque achamos que somos melhores que Deus. Porque pensamos que podemos fazer mais e melhor que Ele. Enquanto houver em nós arrogância, enquanto houver em nós atitudes que demontram que o que Deus faz e diz não é suficiente, identifica claramente que não morremos para nós mesmos, não morremos para o velho “eu”, mas, sim,  queremos mantê-lo vivo com a roupagem de um “novo evangelho”.

Quando fazemos assim, estamos sendo, simplesmente religiosos, estamos sendo como qualquer pessoa que diz que crê em Deus, frequenta uma igreja, e acha que é suficiente para viver a vontade de Deus. Pessoas que querem separar a realidade de um vida, como se existisse uma vida religiosa que é exercida em um lugar e a vida particular que desenvolvemos  no seio da família e no local de trabalho.

Precisamos compreender que isso não existe, que não são as regras de aparência, que não são estabelecimentos e condições que impomos sobre o que pode e o que não se pode fazer, ou quem pode e quem não pode fazer, ou mesmo quando atribuimos a “certas” pessoas com “certos” cargos a responsabilidade de algo. Tudo isso são regras e regulamentos definidos pelos homens. Quando fazemos assim, estamos limitando e restringindo o operar do Espírito e a vontade de Deus. Nós substituimos o Espírito por regras humanas e preceitos humanos.

Precisamos compreender que a liderança não é para ser obedecida cegamente, mas sim, espelhos em quem podemos confiar, mas que como humanos que são, precisamos, julgar suas atitudes e suas palavras a luz da verdade única (a palavra de Deus). Todo líder tem que ter um único objetivo: não juntar seguidores debaixo de seu poder, mas sim, formar pessoas, preparar cada um que está debaixo da sua autoridade para que o leve ao crescimento, amadurecimento e dependência total de Deus, onde cada um encontre o seu papel no corpo e possa exercer com todo o zelo para agradar a Deus.

Não é o estabelecimento de regras e condições que nos leva a viver segundo o coração de Deus, mas sim, o compreendermos a graça, o amor e a misericórdia que Deus tem para conosco. Quando compreendemos a atitude de Deus, quando compreendemos o que Ele fez por nós, então, compreendemos o que seja morrer para nós, para a nossa vontade, para o nosso “eu”, e viver para Jesus. Precisamos compreender a cruz e a sua mensagem de morte para nós. Quando a entendemos, então, não vemos razão para dar vazão ao nosso “ego” e satisfazer a nossa vontade como sendo os únicos capazes de definir por Deus e para Deus o que é melhor para as pessoas.

Nosso intuíto deve ser um só. Sermos imitadores de Deus como filhos amados, e levar a todas as pessoas a um processo de amadurecimento, para que sejam imitadores de Deus. Não estamos aqui, para impormos regras e condições, mas para vivermos de forma plena o reino de Deus, fazendo discípulos, batizando e ensinando cada um a obedecer o que Jesus falou.