“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca.” (1 João 5:18, BEARA)
Precisamos compreender que quem nasceu de Deus, quem entregou sua vida para Jesus e o tem como Senhor e Salvador, não tem qualquer sombra de dúvida: o maligno não pode tocar. Ele pode viver ao nosso redor, nos acusando, nos lembrando de nossos pecados e nossas falhas, mas não pode nos tocar. Podemos ouvir suas acusações e as aceitar em nossas vidas. Fazemos isso quando desconhecemos as promessas de Deus.
Existe confusão e falta de entendimento, quando pensamos que o diabo pode nos fazer mal. Não existe motivo para nos preocuparmos com isto, pois é uma promessa do Senhor. A nossa falta de entendimento e compreensão do plano de Deus, do Seu propósito para as nossas vidas, muitas vezes nos levam a nos comportar como religiosos e a pensar como tais. Mas o que é pensar como religioso? Quando queremos separar as nossas vidas: a pessoal da religiosa, ou seja, vivemos de segunda a sábado em um estilo, e no domingo vamos à igreja, onde rezamos a missa ou vou ao culto. Fazemos isso, para manter a nossa consciência tranqüila que a nossa “obrigação” com Deus foi cumprida, já O agradamos, por isso somos merecedores da salvação. Pensamos na igreja como sendo o prédio, o templo, onde é celebrado o culto. Não pensamos em nos relacionarmos com as pessoas que encontramos durante esta celebração. Vê-las neste lugar é mais que suficiente. Além disso, procuramos ser honestos, não roubar, não enganar, não mentir para podermos ser digno de receber de Deus a recompensa. Este é o verdadeiro perfil do religioso. Paremos e pensemos um pouco: o que tem sido? O que nos tem motivado ir ao culto? Vamos ao culto por causa das pessoas que estão lá, e somos capazes de suportar o culto, o pregador, por causa das pessoas; ou temos suportado as pessoas por causa do culto e para atender a nossa necessidade pessoal de procurar alívio para a nossa consciência?
Isto não é viver vida de igreja, igreja é o corpo de Cristo, revelado através de seus membros, cada um de nós que foi comprado pelo preço alto que Jesus pagou para nos reconciliar com Deus, nosso Pai. Viver vida de igreja, viver como filhos de Deus é algo que fazemos 100% do nosso tempo, não aos domingos quando vamos ao culto. Não existe folga. Através de nossas vidas revelamos quem somos, revelamos a Deus, que depositou em nossas vidas de Sua natureza. Buscamos a santificação não para sermos mais aceitáveis a Deus, não para chegarmos mais perto Dele, mas simplesmente, para que as nossas vidas revelem o Deus santo que nos deu vida. Buscamos a santificação para santificar outras vidas, para levá-las ao conhecimento do amor do Pai. Quando somos feitos filhos, recebemos da natureza de Deus, somos feitos embaixadores (representantes do reino de Deus). Passamos a viver segundo este reino. Com os olhos fitos naquele que é o nosso alvo, Jesus Cristo, o nosso modelo.
Quando tomamos consciência de quem somos e compreendemos que recebemos da natureza de Deus, que fomos feito templo do Espírito Santo, que somos moradas do Deus Altíssimo, então compreendemos porque o maligno não pode tocar quem é filho de Deus.
Mas é importante compreender que viver a vida de fiho, tem que imitar àquele que nos dá vida, que nos libertou do império das trevas para a verdadeira luz; por isso João escreveu que os filhos de Deus não vivem na prática do pecado, pois fomos libertos, fomos feitos livres. E se somos livres do pecado, se não somos escravos dele e sim do amor temos um único objetivo, revelar o Deus da vida, e ter a convicção sempre, baseado na promessa: o maligno não nos toca.