Somos escravos de nossas emoções e sentimentos? Ou livres e temos controle sobre elas? Nossa primeira resposta é: somos livres, sim, muito livres, mas o que é ser livre? Ser livre, não é nos deixarmos dominar por alguma coisa? Se alguma coisa nos domina e nós não temos o controle então não estamos sendo escravos disto que nos domina?
Vamos então, com base nestes aspectos considerar o quanto temos sido livres ou escravos de nossas emoções.
Se estivermos dirigindo e alguém com ou sem má intenção nos dá uma fechada no trânsito, qual é a nossa reação? Ficamos irritados e despejamos palavras pouco apropriadas? Se estivermos em uma reunião de negócio e alguém, um dos membros, que conhecemos por sua posição questionável, começa a falar mentiras, a se defender e a nos acusar, qual é a nossa reação? Ficamos calmos e respondemos com sabedoria, ou partimos para a ignorância derramando acusação contra a pessoa? Perdemos totalmente o controle e não somos capazes de dirigir os nossos pensamentos?
Se alguém, nos prestando um serviço e não nos dá atenção, faz mais ou menos, não faz direito, qual é a nossa reação? Quando um filho mente, ou faz algo errado que já nos “cansamos” de falar que não é para fazer, qual tem sido a nossa reação?
Se o nosso chefe é grosso e estúpido, qual é o nosso sentimento para com ele? Qual é a nossa reação, quando ele começa com toda a sua ignorância?
Vamos analisar uma situação especial que Jesus vivenciou. Quando começou o Seu falso julgamento, quando estava perante Anás, quando o soldado o esbofeteia, pela resposta que Jesus tinha dado a Anás sobre um questionamento que o mesmo havia feito: “Então, o sumo sacerdote interrogou a Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Declarou-lhe Jesus: Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que lhes falei; bem sabem eles o que eu disse. Dizendo ele isto, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que falas ao sumo sacerdote?” (João 18:19-22, BEARA). Qual seria nossa reação neste momento? Imagina se tivéssemos o poder de Jesus? Como reagiríamos? Um pouco antes desta situação, quando estava sendo preso, quando Pedro tomou da espada e cortou a orelha do soldado, o que o Senhor Jesus falou? Não foi: “Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26:53, BEARA). Não poderia o Senhor, naquele momento, se fosse para revelar o Seu poder, Sua força, não poderia mandar destruir tudo e todos naquele lugar, mas, qual foi a resposta do mestre? Não foi: “Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se falei bem, por que me feres?” (João 18:23, BEARA).
Quando Jesus falou para darmos a outra face, é deste tipo de atitude que Ele estava falando, é não reagirmos com as mesmas armas, não é para sermos escravos de nossas emoções, e reagirmos como um ser humano irracional, que quer antes de mais nada defender os seus direitos, não é partirmos para ignorância, mas sim, para levarmos as pessoas a repensar as suas atitudes, a rever os seus valores. Não podemos nos deixar dominar por nossas emoções. Quando somos escravos delas prejudicamos a nós mesmos, fazemos mal a nós mesmos e às pessoas que nos cercam e prestamos um “deserviço” ao reino de Deus, pois não revelamos a libertação prometida, não revelamos o amor de Deus, Sua compaixão, graça e misericórdia.