Quantas vezes nos pegamos a questionar dizendo: como gostaria que isso fosse diferente, que a verdade do evangelho, o sermão da montanha, as palavras de Paulo fossem verdade e realidade em minha vida? Quantas vezes nos pegamos a questionar onde temos falhado e errado e que as promessas do Senhor não podem ser realidade hoje? Por que nos pegamos muitas vezes defendendo a religião, ela que foi condenada pelo Senhor, que nos impede de viver a graça de Deus de forma plena, que nos impede de vivermos como filhos?
Por que conhecendo a graça do Senhor, conhecendo as Suas promessas, vontade, nos pegamos criando regras, estabelecendo propósitos, e metas e compromissos para as pessoas, como se o reino de Deus pudesse ser vivido e fosse coisa criada por nós, e nos pegamos a dizer como gostaríamos que fosse diferente?
Nunca será diferente se não mudarmos as nossas atitudes, a forma de pensar e se não alterarmos o leme de nossa vida.
Como Paulo afirmou: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. ” (Romanos 12:2, BEARA)
Precisamos mudar nossa forma de pensar, nos renovar no Senhor, compreender o Seu objetivo, compreender o que Ele quer e espera de nós. Precisamos entender que como filhos, Ele deseja que vivamos e como deseja se relacionar conosco.
Trazemos os valores e crenças do mundo, nossa forma de pensar, nossa necessidade de criar mecanismos, regras, critérios e instituições que nos dêem firmeza e nos que tragam uma “falsa” segurança. Fazemos porque continuamos a pensar como pensávamos no mundo, porque acreditamos que somos melhores que o nosso Deus para fazer as coisas. Agimos assim, porque não confiamos em Suas promessas e palavras.
Queremos viver o evangelho de Cristo, conforme Ele prescreveu, devemos, então, mudar a nossa forma de pensar, nos transformar-nos, pelo conhecimento da palavra, pelo conhecimento de nosso Deus, pela compreensão do Seu amor. Devemos deixar de querer guiar as nossas vidas, estabelecer regras e exigir das pessoas compromissos, devemos simplesmente, viver cada dia, como se fosse o primeiro, como se fosse o único, e como se fosse o último de nossas vidas, aprendendo e desejando ardentemente conhecer o Senhor, conhecê-Lo de forma intensa neste único dia que foi dado por Ele, dia que recebemos pela graça, para viver e andar com Ele, para depender Dele.
Se aprendermos a viver assim, um dia, um momento por vez, sabendo que o dia de amanhã, que o próximo segundo está em Suas poderosas mãos, então deixaremos de falar como gostaríamos, desejaríamos, esperaríamos viver de forma diferente, e passaremos, a cada dia, experimentar da graça, em cada passo, em cada oportunidade, teremos uma chance de conhecer mais do Senhor, de aprendermos a confiar nele. A cada passo haverá amadurecimento, a cada oportunidade haverá crescimento, porque quem nos conduzirá será o Senhor.
Devemos deixar de pensar e questionar dizendo com gostaríamos que fosse, para vivermos cada oportunidade, cada problema, como uma chance de compreender o que o Senhor deseja o que Ele quer que aprendamos.