“Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2:44-47, BEARA)
Muito discutimos sobre templo, célula, grupos, forma de reunião e como fazer as coisas. Temos e podemos ter a nossa forma de pensar, agir, consciência de algo, um maior entendimento da vontade do Senhor. Podemos ser sabidos, entendidos, dominar determinados assuntos, ou sermos doutores do saber quanto à palavra de Deus.
Mas perguntamos, qual é a vontade do Senhor para as nossas vidas? A resposta é sempre simples quando vem de nosso Deus e isto precisamos manter sempre em nossas mentes esclarecidas. Deus não é um Deus de confusão, nem de complicação. Ele usa de coisas simples para confundir os que querem viver segundo a sabedoria humana.
O que importa para o nosso Deus, e é a base da oração de Jesus, em João 17, é a comunhão. Comunhão que estende além de um abraço, um aperto de mão. Comunhão que deve ser expressa no mesmo sentido que podemos ler no livro de Atos.
A nossa comunhão é baseada não em estarmos, sentarmos e comermos juntos, mas, em vivermos de forma a expressar a natureza de Deus. Podemos estar juntos, mas não expressarmos em nossas atitudes e palavras o nosso Deus. Podemos comer juntos, mas não glorificarmos a Deus no que fazemos e falamos. Podemos achar que estamos cumprindo o Seu propósito quanto a comunhão, mas de fato estamos muito distantes.
Perseverar na comunhão, mesmo quando parece tudo contra, quando as atitudes das pessoas nos magoam, nos ofendem, pois precisamos aprender a viver como corpo, a respeitar e honrar uns aos outros. A via da comunhão não é uma mão única, mas uma via de mão dupla. Ele só ocorre quando há entre as pessoas respeito e amor mútuo, atitudes semelhantes, mesmo que um falhe no relacionamento, o outro irmão suporta.
Comunhão é dividir, é compartilhar o que tem, é suprir a necessidade uns dos outros. É buscar através dos desencontros e opiniões diferentes, a força em Deus, através de Sua graça operante para que haja amadurecimento e crescimento em todos.
Perseverar na comunhão é ir além de almoçar, brincar, divertir e viajar juntos. É se comprometer, cuidar, zelar pelo crescimento e amadurecimento um do outro.
Só conseguimos andar, viver juntos se houver singeleza de coração, pois onde há singeleza, há o operar do Espírito e o mover de Deus para vivermos segundo a Sua natureza e coração. Quando há alegria, há a capacidade de saber que o que nos move é o Espírito Santo, é a alegria que vem do Senhor, é a paz abundante, é a vida plena que vem de Deus.
Somente os filhos de Deus, aqueles que querem viver segundo o Seu coração são capazes de perseverar na comunhão e no partir do pão.
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